Funcionários e pacientes do Hospital Júlia Kubitschek, no Barreiro, em Belo Horizonte, enfrentaram transtornos durante a forte chuva que atingiu a capital mineira neste sábado (3/10). Vídeos enviados ao Estado de Minas mostram água invadindo diferentes áreas da unidade de saúde.
Em uma das gravações, funcionários usam lixeiras para tentar conter o grande volume de água que jorra do teto. Em outro vídeo, é possível ver água escorrendo pelo teto de um ambulatório.
Segundo a diretora-executiva do Sind-Saúde, Neuza Freitas, as imagens foram feitas por trabalhadores nesta madrugada; e, ao longo deste sábado, mostram que o problema continua mesmo depois das cobranças feitas pelo sindicato à gestão do hospital.
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Segundo Neuza, um dos vídeos mostra o laboratório da unidade, onde ficam equipamentos e uma bancada com uma impressora. Ela afirma que a entrada de água preocupa os trabalhadores, principalmente pelo risco de danos aos equipamentos e materiais utilizados no setor. A infiltração também pode afetar a realização dos exames e provocar atrasos na rotina do laboratório.
Outro ponto atingido fica na região da Ala G, que dá acesso a outras salas e às alas C e D. Nas imagens, funcionários improvisam recipientes, como lixeiras, para tentar conter a água. Conforme a diretora do sindicato, são áreas de circulação de trabalhadores e pacientes, o que aumenta o risco de quedas.
"São acessos diretos. Há pacientes internados, e o risco, além de tudo, é principalmente de queda, tanto de trabalhadores quanto de usuários", relata Neuza.
A diretora destaca que os trabalhadores precisam interromper suas atividades para retirar equipamentos dos locais atingidos, secar o chão e tentar minimizar os efeitos da água. Segundo ela, o problema gera transtornos durante os plantões e interfere diretamente na rotina dos profissionais.
O volume de chuva registrado na região ajuda a dimensionar o cenário. Até as 18h deste sábado, o Barreiro havia acumulado 38,4 milímetros de chuva nas últimas 12 horas, o maior volume entre as nove regiões monitoradas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O índice corresponde a 34,9% da média histórica considerada para o período.
Problema se arrasta desde o início das obras
Segundo Neuza Freitas, as infiltrações começaram após o início das obras de substituição dos telhados dos hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti, no fim do ano passado, e se agravaram em setembro. O sindicato encaminhou um ofício cobrando providências, mas, segundo ela, os problemas persistem.
Neuza relata que o Júlia Kubitschek não enfrentava infiltrações dessa proporção desde a reforma do telhado, em 2014. Ela também diz que as respostas da gestão às cobranças são genéricas e informam apenas que providências estão sendo tomadas.
Procurada pela reportagem, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou que o Hospital Júlia Kubitschek passa por uma obra de grande porte para a substituição e reestruturação integral do telhado.
Segundo a fundação, as chuvas deste sábado provocaram pontos de entrada de água no laboratório e em algumas enfermarias, áreas onde a cobertura está em processo de substituição.
A Fhemig afirmou que não houve impacto no atendimento e que o funcionamento da unidade permanece normal. Segundo a fundação, os leitos das áreas diretamente envolvidas na obra já estavam desocupados, justamente para a execução da intervenção.
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Ainda conforme a fundação, a empresa responsável pela obra está no hospital desde o início da manhã, em conjunto com as equipes de manutenção, para conter a entrada de água, realizar a limpeza e proteger os ambientes. Os locais atingidos seguem sendo acompanhados.
