Amiga bateu à porta do quarto e ouviu ‘está tudo bem’: médico é preso suspeito de estuprar jovem em 'chá de casa nova'
Jovem de 21 anos contou à PM que pediu para o suspeito parar, mas, embriagada, não conseguiu reagir. O médico, de 28 anos, alega que a relação foi consensual
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Um médico de 28 anos foi preso em flagrante em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, suspeito de estuprar uma jovem de 21 anos durante um “chá de casa nova”. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), quando uma amiga da vítima foi até a porta do quarto para saber como ela estava, o suspeito disse que estava tudo bem e não deixou a mulher entrar.
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O caso aconteceu na terça-feira (13), durante uma confraternização em uma casa na região das Chácaras Caiçaras. Os nomes do médico e da vítima não foram divulgados.
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De acordo com o relato da jovem à PM, ela foi a um dos quartos para trocar de roupa depois de algumas horas na festa. O médico entrou no cômodo, beijou a jovem à força e a estuprou. Ela afirmou que pediu para ele parar, mas, por estar embriagada, não conseguiu se desvencilhar.
Depois que o suspeito saiu do quarto, a amiga voltou ao cômodo. As duas deixaram a festa e procuraram a polícia.
A vítima foi levada ao Hospital Regional Antônio Dias, onde recebeu atendimento especializado. Segundo o registro policial, os exames apontaram sinais de relação sexual, sem lesões visíveis.
Suspeito alegou consentimento
A PM localizou o médico após a denúncia. Aos policiais, ele confirmou a relação sexual, mas disse que foi consensual. O suspeito foi levado à Delegacia de Polícia Civil.
Em nota, a Polícia Civil informou que a prisão em flagrante foi ratificada pelo crime de estupro de vulnerável. O médico foi encaminhado ao sistema prisional e está à disposição da Justiça.
O que é estupro de vulnerável
O Código Penal define como estupro de vulnerável o ato sexual com menores de 14 anos ou com pessoas que, por doença, deficiência ou outra condição, não têm discernimento ou não conseguem oferecer resistência. Nesses casos, o crime existe mesmo que haja suposto consentimento. A embriaguez pode se enquadrar nessa situação quando impede a vítima de reagir.
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Como denunciar
Casos de violência sexual podem ser denunciados pelo 190, em emergências, ou pelo Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas e é gratuita. As vítimas também podem procurar atendimento em qualquer hospital da rede pública, que deve oferecer exames, medicação preventiva e acompanhamento.