Três frentes frias devem intensificar chuvas em BH até o fim de outubro
Previsão é de que o volume de chuva na capital mineira aumente nos próximos dias, com acumulados que podem ultrapassar o dobro da média mensal em algumas regiões
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A segunda quinzena de outubro deve ser marcada por novas rodadas de chuva em Belo Horizonte e região, com a passagem de até três frentes frias por Minas Gerais até o fim do mês. A previsão do meteorologista do Climatempo, Ruibran dos Reis indica que o volume de precipitações ultrapasse a média prevista para o mês, de 110,1mm, e alcance 200mm. Na capital, quatro regionais já ultrapassaram esse volume até as 9h desta quinta-feira (15). O cenário deve mudar nos meses seguintes: novembro e dezembro tendem a registrar menos chuva e ondas de calor, segundo o especialista.
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A previsão é de que as temperaturas não subam muito na segunda quinzena, com mínimas e máximas variando entre 19°C e 29°C. Segundo Ruibran, a primeira frente fria deve chegar no estado já nesta sexta-feira (16/10), provocando chuva moderada até no sábado (17/10). No domingo (18/10), são esperadas pancadas à tarde. Uma nova frente fria pode avançar a partir do dia 23, e uma terceira ainda pode atuar até o encerramento do mês.
“Nesta segunda quinzena ainda podemos ter três frentes frias atuando em Minas, principalmente na região metropolitana”, afirma o meteorologista. A atuação desses sistemas deve contribuir para manter as condições favoráveis à ocorrência de chuva, com volumes que podem variar de uma região para outra, explica.
Quatro regionais já superaram a média
Dados da Defesa Civil de Belo Horizonte, com base nas estações hidrometeorológicas da prefeitura, mostram que quatro regionais já registraram acumulados superiores à média climatológica de outubro, de 110,1mm. Os maiores volumes foram observados nas regionais Centro-Sul, Oeste, Noroeste e Barreiro.
A Centro-Sul lidera o levantamento, com 167,4mm, o equivalente a 152% da média mensal. Na sequência, aparecem a Oeste, com 153,4mm (139,3%); a Noroeste, com 149mm (135,3%); e a Barreiro, com 116,9mm (106,2%).
Outras áreas da capital se aproximam do volume esperado para todo o mês. No Hipercentro, foram registrados 108,4mm, o equivalente a 98,5% da média do mês. Na regional Nordeste, o acumulado chegou a 106,8mm (97%). Já a Pampulha contabilizou 95mm (86,3%), enquanto a Leste registrou 93,8mm (85,2%).
Os menores acumulados foram registrados nas regionais Venda Nova, com 68,6mm, o equivalente a 62,3% da média mensal, e Norte, com 76mm, correspondente a 69% do esperado para o mês.
Acumulado pode chegar a 200mm
A expectativa de chuva acima da média também é apontada pelos modelos climáticos acompanhados por Ruibran. De acordo com o meteorologista, o volume inicialmente previsto para outubro era de aproximadamente 110,1mm, mas a tendência é de que o acumulado em algumas regiões fique entre 150mm e 200mm até o fim do mês.
O período chuvoso começou no início do mês e se estende até abril. Como os acumulados variam entre as regionais, os impactos também podem ser diferentes em cada parte da capital.
Onda de calor intenso no fim do ano
Apesar da previsão de chuva acima da média em outubro, o cenário para novembro e dezembro é diferente. “Para os dois últimos mês do ano, as chuvas vão ficar abaixo da média histórica. Vamos ter poucas chuvas, e vai chegar a onda de calor”, afirma Ruibran.
Para os próximos dias, a atenção permanece voltada à passagem das frentes frias e à distribuição das precipitações pela capital. Mesmo com algumas regionais já acima da média mensal, a previsão de novas chuvas indica que o volume acumulado ainda deve aumentar até o fim de outubro, podendo provocar estragos pela cidade.
Redobre a atenção
A Defesa Civil orienta a população a redobrar os cuidados durante as chuvas. A recomendação é evitar ruas que costumam alagar e não trafegar perto de córregos e ribeirões durante os períodos de precipitação intensa.
Também é importante não atravessar vias alagadas, mesmo que a quantidade de água pareça pequena, e não permitir que crianças brinquem em enxurradas ou nas proximidades de cursos d’água. Motoristas e pedestres devem evitar permanecer ou estacionar veículos debaixo de árvores.
Em caso de raios, a orientação é não permanecer em áreas abertas nem utilizar equipamentos elétricos. A população também deve manter distância de cabos elétricos rompidos e acionar imediatamente a Cemig, pelo 116, ou a Defesa Civil, pelo 199.
Sinais de risco
Moradores devem ficar atentos a sinais que podem indicar risco de deslizamentos, como rachaduras nas paredes das casas e o aparecimento de fendas, depressões ou minas d’água no terreno. Ao perceber qualquer uma dessas alterações, é necessário comunicar a Defesa Civil.
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*Estagiária sob supervisão da editora Vera Schmitz