Centenas de bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil se reúnem na manhã desta quinta-feira (10/9) em frente à agência Século da Caixa, entre as ruas Rio de Janeiro e Carijós, no Centro de Belo Horizonte. O ato marca o primeiro dia da greve por tempo indeterminado da categoria na capital e na Região Metropolitana.
De acordo com Ramon Silva Rocha Peres, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região (Seeb/BH), a adesão dos funcionários surpreendeu a entidade. Segundo ele, mais de 200 bancários da Caixa e do Banco do Brasil já participavam da manifestação durante a manhã e o número aumentava no início da tarde.
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“Hoje aqui a gente está surpreendido, porque a adesão dos bancários da Caixa e do Banco do Brasil está enorme. A cada minuto que passa chega mais bancário aqui”, afirmou.
O sindicato havia estimado a presença de mais de 1,5 mil pessoas no ato. A manifestação também vai determinar os próximos passos do movimento. Segundo Ramon, uma nova mobilização está prevista para esta sexta-feira (11/9) e, diante da adesão à greve, a categoria avalia realizar uma passeata pelas ruas de Belo Horizonte.
“Hoje é o primeiro dia da nossa greve e nós vamos ficar aqui para organizar ainda mais o movimento. No dia de amanhã faremos um novo ato e, provavelmente, com esse tamanho da greve que está acontecendo, vamos fazer uma passeata nas ruas de Belo Horizonte”, disse o presidente do sindicato.
Durante a manhã, a Caixa apresentou uma proposta à categoria. Ramon afirmou que o sindicato pretende avaliar o conteúdo com os trabalhadores durante o ato. A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas nos dias 3 e 4 de setembro, depois que os bancários rejeitaram propostas apresentadas pelos bancos.
Entre as reivindicações dos funcionários do Banco do Brasil estão o pagamento de bônus de R$ 3 mil, a revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR), o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em até 72 horas após a assinatura do acordo, a ampliação da licença-paternidade e melhorias nos benefícios e nas condições de trabalho.
Na Caixa, um dos principais pontos de discordância envolve o Saúde Caixa. O sindicato cobra maior participação do banco no custeio e mudanças na gestão do plano.
A proposta apresentada pela Caixa prevê, entre outros pontos, reajuste pelo INPC mais 0,6% de aumento real em 2026 e 2027, além de alterações nas contribuições de aposentados, pensionistas e dependentes do plano.
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A greve ocorre por tempo indeterminado. O funcionamento de cada agência depende da adesão dos funcionários. Com isso, algumas unidades podem manter parte dos serviços, enquanto outras podem ter as atividades totalmente interrompidas.
