Homem que matou mulher a facadas e passou de moto sobre ela é denunciado
O acusado encurralou a vítima e a golpeou nas costas, no rosto e no pescoço. Em seguida, passou por cima do corpo com sua motocicleta
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Nesta terça-feira (1º/9), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, denunciou um homem, de 31 anos, pelo feminicídio cometido contra a ex-companheira. O crime aconteceu no Bairro Jardim Bandeirantes, no último 17 de agosto. A mulher foi morta a facadas e encontrada caída na rua com marcas de pneu pelo corpo.
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De acordo com o MPMG, o homem e a vítima tiveram um relacionamento de cerca de dois anos, até a mulher terminar devido aos abusos e violências, como agressões físicas, ameaças e perseguições, praticadas pelo companheiro.
No dia do crime, o homem esperou a vítima sair do trabalho e pedir uma moto por aplicativo para segui-la com sua própria motocicleta. Durante a corrida, a mulher percebeu que estava sendo seguida e pediu ao motociclista para desembarcar algumas ruas antes do destino, para não revelar o endereço onde morava com seus familiares.
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), nesse momento, o acusado também desembarcou, retirou uma faca e mandou o motociclista ir embora, afirmando que, caso permanecesse, "ia sobrar para ele também".
A vítima foi derrubada e atacada com diversos golpes de faca nas costas, no rosto e no pescoço enquanto gritava por socorro. Após o crime, o autor subiu na motocicleta e fugiu, passando com o veículo sobre o corpo da ex-companheira.
A sobrinha da vítima contou aos militares que havia conversado com a tia por telefone pouco antes do assassinato. Durante a ligação, a mulher afirmou que estava voltando do trabalho e que o ex-companheiro a seguia. Preocupada, a sobrinha foi até a residência da mulher e presenciou o momento em que o acusado estava indo embora.
O MPMG requereu a prisão preventiva do acusado na manhã de 18 de agosto. A Justiça, no entanto, não apreciou o pedido de urgência. Ele foi preso posteriormente em Paraguaçu, no Sul de Minas, ao cometer um novo crime, momento em que a prisão preventiva foi decretada.
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O órgão também requereu o pagamento mínimo de R$ 100 mil como reparação pelos danos causados aos filhos da vítima, além de pensão mensal até que eles alcancem a maioridade.