Nesta quinta-feira (27/8), a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos, acusado de matar a namorada, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35, asfixiada em seu próprio apartamento, no Bairro Camargos, Região Oeste de BH, em julho deste ano.

A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri da comarca de Belo Horizonte, também decidiu pela manutenção da prisão preventiva. O acusado está preso desde 21 de julho e deve responder pelos crimes de homicídio qualificado e feminicídio. A defesa de Carvalho poderá apresentar resposta à acusação no prazo de 10 dias.

No pedido do MPMG, é destacado que o crime foi praticado por motivo fútil e que a asfixia por esganadura submeteu a vítima “a intenso sofrimento até levá-la à morte, em total contraste  com o mais elementar sentimento de piedade”.

O documento também relata que o “denunciado utilizou de recurso que dificultou a defesa da vítima, visto que a ofendida se encontrava em inferioridade de forças, desprevenida e desprovida de instrumental reativo, ocasião em que foi surpreendida pela ação inopinada do denunciado, sem nenhuma possibilidade de prever ou evitar a agressão”. 

Relembre o crime

O corpo de Stifanie Ribeiro Firmino Silva foi encontrado dentro do próprio apartamento, em avançado estado de decomposição, em 20 de julho por vizinhos que sentiram a ausência da vítima. 

Segundo as investigações, a vítima conheceu André Junio por meio de um aplicativo de namoro no mês anterior e, pouco tempo depois, Stifanie o convidou para morar em sua casa. Em 16 de julho, o casal discutiu e a vítima pediu que o autor saísse de seu apartamento. Nesse momento, ele partiu para cima dela e a esganou até a morte.  

Ele ocultou o cadáver da vítima, mantendo o corpo escondido dentro do apartamento durante os quatro dias seguintes, com as janelas fechadas. André seguiu ocupando o imóvel e aplicava aromatizante para reduzir o odor. Também se apossou do telefone de Stifanie para se passar por ela, respondendo mensagens no WhatsApp. 

Uma vizinha estranhou o teor das mensagens, uma vez que costumavam conversar por áudios no WhatsApp e que, depois de determinado momento, de forma estranha, ela parou de responder por meio de áudios e passou a enviar apenas mensagens de texto, o que gerou preocupação. Ela acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local e encontrou a casa revirada e o corpo da vítima deitado sobre a cama, em avançado estado de decomposição, conforme laudo de necropsia. 

O autor fugiu do apartamento levando uma mala roxa, um creme, duas cobertas finas, dois travesseiros, um cobertor, um tablet e um aparelho de audição, todos pertencentes à vítima.  

Em 21 de julho, Carvalho se entregou na sede do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Bairro Lagoinha, na Região Noroeste de BH, e confessou o crime.

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“Diante da confissão, o suspeito foi preso em flagrante, e encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer a motivação e toda a dinâmica do crime”, informou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em nota.

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