Uma caminhada que será realizada nesta quarta-feira (19/8) cobrará justiça pelo assassinato de Silvani Paulino, de 36 anos, morta a tiros dentro do salão onde trabalhava em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (17/8).
O ato ocorre no mesmo dia do velório da vítima e dois dias depois do crime, que teve como principal suspeito o marido dela, Alisson Miranda Pedrosa, de 37 anos, preso na terça-feira (18/8) em Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas.
A mobilização foi organizada por pessoas próximas a Silvani e tem como objetivo homenagear a manicure e chamar atenção para a violência contra as mulheres. Os participantes devem usar roupas brancas e sair, às 17h, da casa onde ela morava: na rua Zamiro Nelson de Souza, no Bairro Funcionários, em Contagem. O grupo seguirá até a Avenida João César de Oliveira, onde a caminhada será encerrada em frente ao 18º Batalhão da Polícia Militar (PM).
A manifestação ocorre poucas horas depois da despedida da manicure. O velório foi realizado na Igreja Assembleia de Deus, no Bairro Petrolândia, em Contagem na manhã de hoje e início da tarde. Nas redes sociais, familiares publicaram uma mensagem de despedida e destacaram a saudade provocada pela morte.
Ato reúne moradores em pedido por justiça
A caminhada foi planejada como uma demonstração pública de indignação diante do assassinato e também como uma forma de transformar a despedida de Silvani em um pedido por segurança para outras mulheres.
A investigação sobre a morte ainda está em andamento. O marido de Silvani foi preso na terça-feira, um dia depois do assassinato. Segundo a Polícia Militar, ele foi localizado em uma hospedagem em Conselheiro Lafaiete, cidade por onde passava enquanto, conforme a corporação, poderia estar tentando deixar Minas Gerais.
Os militares encontraram o Fiat Siena utilizado para deixar o local do crime estacionado na rua. Depois de buscas pela região, o suspeito foi localizado dentro de uma padaria. Conforme o relato da PM, ele tentava comprar um chip de celular e havia pedido ao comerciante uma tomada para carregar o aparelho. Durante a abordagem, teria admitido o assassinato e afirmado que a morte ocorreu após um “problema conjugal”.
Dentro do veículo, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 mm e 32 munições. A corporação levantou a possibilidade de que o homem estivesse tentando seguir para o Rio de Janeiro ou para Juiz de Fora, na Zona da Mata, considerando o trajeto e a existência de familiares nessas localidades.
A prisão ocorreu menos de 24 horas depois da morte de Silvani. O caso é investigado pela Polícia Civil (PCMG), e a motivação do crime ainda não foi esclarecida pelas autoridades.
Manicure foi morta durante atendimento
Silvani estava trabalhando no salão de beleza instalado na própria residência quando foi assassinada. O crime ocorreu por volta das 19h40 de segunda-feira.
Segundo o relato de uma cliente registrado pela polícia, ela fazia as unhas quando o marido da manicure chegou ao salão. Conforme a testemunha, o homem apagou a luz do estabelecimento e, em seguida, efetuou diversos disparos contra Silvani. A cliente que estava sendo atendida não foi atingida.
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A filha do casal, de 17 anos, também estava no local no momento do assassinato. De acordo com o registro policial, a adolescente estava próxima da mãe quando o pai chegou e efetuou os disparos. Silvani e o suspeito tinham três filhos.
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Uma cunhada da vítima, que mora nos fundos do imóvel, contou aos policiais que havia conversado com a vítima pouco antes do crime. Momentos depois, ouviu os tiros. Depois dos disparos, o suspeito deixou o endereço utilizando o Fiat Siena que estava estacionado na rua. (Com informações de Rafael Silva e Wellington Barbosa)
