Um acidente ocorrido no último domingo (16) envolvendo um ônibus de turismo em Petrópolis (RJ), que deixou 10 mortos, acendeu um alerta sobre os perigos do transporte clandestino de passageiros. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou que o veículo, registrado em nome da empresa Dinna Ellles Turismo, operava de forma irregular. O episódio levanta uma questão crucial: como os passageiros podem identificar e se proteger de viagens sem autorização?

Reconhecer um serviço de transporte irregular é o primeiro passo para garantir uma viagem segura. A principal ferramenta para o passageiro é a verificação da regularidade da empresa e do veículo diretamente com os órgãos de fiscalização, um procedimento simples e que pode ser feito antes mesmo da compra da passagem.

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Como saber se um ônibus de viagem é clandestino?

Para confirmar se um ônibus é autorizado, o passageiro pode realizar uma consulta pública no site da ANTT, utilizando a placa do veículo ou o CNPJ da empresa. Transportadoras regulares também emitem bilhetes de passagem nominais e embarcam passageiros exclusivamente em terminais rodoviários oficiais, não em locais improvisados.

Existem outros sinais que podem indicar a clandestinidade do serviço. Fique atento a detalhes que, somados, aumentam o risco de problemas:

  • Preços muito baixos: valores significativamente inferiores aos praticados pelas empresas regulares podem ser um forte indício de irregularidade.

  • Venda de passagens: a comercialização feita apenas por redes sociais ou aplicativos de mensagem, sem um site oficial ou guichê na rodoviária, é suspeita.

  • Sinais de identificação falsos: alguns veículos utilizam adesivos da ANTT falsificados ou de empresas que não estão mais habilitadas para operar.

  • Condição do veículo: observe o estado de conservação do ônibus, incluindo pneus, lataria e limpeza interna. Veículos em mau estado podem não ter passado por vistorias de segurança.

Quais os riscos de viajar em transporte irregular?

Optar por um ônibus clandestino expõe o passageiro a uma série de perigos que vão além do desconforto. A falta de fiscalização significa que não há garantia sobre a segurança e a legalidade da operação, colocando vidas em risco.

Os principais problemas incluem:

  1. Falta de seguro: em caso de acidente, não há cobertura do seguro de responsabilidade civil, obrigatório para empresas regulares, que garante indenização aos passageiros.

  2. Manutenção duvidosa: veículos clandestinos raramente seguem um plano de manutenção rigoroso, aumentando a chance de falhas mecânicas durante o trajeto.

  3. Motoristas sem preparo: os condutores podem não ter o treinamento exigido, estar com a carteira de habilitação irregular ou submetidos a jornadas de trabalho excessivas, o que eleva o risco de acidentes por fadiga.

Como denunciar o transporte clandestino?

A ANTT disponibiliza canais oficiais para que qualquer cidadão possa relatar uma suspeita de clandestinidade, contribuindo diretamente para a fiscalização.

Para registrar uma denúncia, o ideal é ter em mãos o máximo de informações, como a placa do veículo, data, hora, local de partida e destino. Os canais oficiais são:

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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