O prédio comercial abandonado atingido por um incêndio no bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, passa por uma avaliação estrutural nesta segunda-feira (10/8). Técnicos da Defesa Civil e equipes da perícia da Polícia Civil retornaram ao imóvel para verificar possíveis danos provocados pelas chamas. A Defesa Civil já havia sido acionada na noite de domingo (9/8), mas não conseguiu realizar a vistoria interna devido à presença de fumaça, à baixa visibilidade e à alta temperatura no local.
O imóvel fica na Avenida Prudente de Morais, número 1.001, onde funcionava a antiga telefonia Oi. De acordo com a Defesa Civil, diante das condições encontradas após o incêndio, o acesso ao interior da edificação não era seguro para os agentes. Por isso, a avaliação foi adiada até que houvesse condições adequadas para a entrada da equipe.
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O fogo começou por volta das 16h45 de domingo e mobilizou sete viaturas e 25 militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG). Durante o atendimento, os bombeiros localizaram uma pessoa dentro do prédio e fizeram a retirada. A vítima foi encaminhada pela própria corporação ao Hospital João XXIII.
A vistoria realizada nesta segunda-feira apontou danos em diferentes áreas do prédio, mas não identificou, até o momento, indícios de risco estrutural da edificação nem de comprometimento dos imóveis vizinhos.
No subsolo, os técnicos encontraram acúmulo de água escura, com forte odor, que chegou a cerca de 1,5 metro de altura. No térreo, foram observados trechos de reboco desprendidos, queda de materiais e danos nas instalações elétricas.
Também foram encontrados problemas nos demais pavimentos. No mezanino, havia trincas e queda de reboco. No primeiro andar, foram identificadas trincas e vidros de janelas quebrados. O segundo pavimento, onde o incêndio atingiu diretamente a estrutura, concentrou parte dos danos. A Defesa Civil encontrou trincas, reboco desprendido, deformação na laje, danos no piso e materiais inservíveis.
Já no terceiro pavimento, foram identificadas trincas nas paredes, fuligem e acúmulo de materiais. O quarto andar também apresenta fuligem e condições consideradas insalubres. No quinto pavimento, não foram constatados danos aparentes.
Apesar de não ter sido identificado risco estrutural, a vistoria apontou possibilidade de queda de vidros das janelas, com risco de que fragmentos atinjam a via pública. Por isso, parte do passeio foi isolada e sinalizada preventivamente.
As áreas vistoriadas permanecem isoladas devido às condições de insalubridade encontradas no imóvel, a perícia da Polícia Civil também participa da análise do imóvel.
Suspeita de queima de cobre
Segundo o Corpo de Bombeiros, a queima de cobre pode ter relação com o início do incêndio. Conforme a corporação, havia pessoas dentro do prédio realizando a atividade quando as chamas começaram.
O fogo provocou uma grande quantidade de fumaça e também afetou o trânsito na região. Um trecho da Avenida Prudente de Morais precisou ser interditado temporariamente para permitir o trabalho das equipes de emergência e garantir espaço para o posicionamento das viaturas.
O responsável pela Oi foi notificado pela Defesa Civil a adotar, com urgência, providências para reduzir os riscos identificados no imóvel. A empresa também deverá realizar a limpeza, manutenção, fechamento e conservação do prédio.
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A reportagem procurou a empresa para saber se a empresa tinha conhecimento da ocupação do imóvel e quais providências pretende tomar após a notificação. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.
