A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), vinculada ao governo de Minas, informou que a CSN Mineração será autuada por causar dano ambiental após um vazamento de polpa de minério atingir o Córrego Maria José, no ponto de encontro com o Rio Maranhão, em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais. O incidente aconteceu na manhã desta quinta-feira (6/8). A portaria da Vale também foi atingida pelo vazamento do material.

“O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) já adotou as providências de sua competência e acionou o laboratório responsável para a realização de uma coleta emergencial de amostras de água, com o objetivo de avaliar possíveis impactos à qualidade hídrica decorrentes da ocorrência”, informou a assessoria da Semad em nota enviada ao Estado de Minas.

O vazamento na tubulação da CSN Mineração também levou a Prefeitura de Congonhas a emitir um comunicado.

"Constatamos elevada turbidez da água. No entanto, ainda não é possível determinar o nível de contaminação, que será avaliado por meio de análises laboratoriais", explicou o Executivo. A prefeitura destacou que a estrada municipal de acesso a Esmeril e Jeceaba foi atingida pelo material vazado, sendo necessária uma escavadeira para realizar a limpeza da via.

"O extravasamento cobriu toda a estrutura da tubulação, dificultando a identificação da origem exata da ocorrência e a estimativa do volume de resíduos liberados", pontuou a prefeitura. A ocorrência não deixou vítimas e não houve necessidade de evacuação da área.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a corporação foi acionada para realizar uma vistoria de fiscalização na Mina Casa de Pedra. Durante a madrugada, após uma paralisação programada da usina, foi constatada, por volta das 6h50, uma redução no fluxo de minério transportado por uma tubulação interna até o tanque de recepção da unidade. A partir disso, foi iniciada uma inspeção no sistema, que identificou os pontos de vazamento.

Nota da CSN

Em nota, a CSN Mineração informou que houve um "pontual vazamento na tubulação que transporta minério até a área de filtragem de produto da Mina Casa de Pedra", o que ocasionou um "rápido e limitado vazamento de sedimentos". A empresa destacou que o material vazado era polpa de minério, e não rejeito de mineração.

Segundo a mineradora, assim que o problema foi identificado, o bombeamento foi interrompido imediatamente e as equipes de manutenção e de meio ambiente foram mobilizadas.

"A ocorrência foi rapidamente resolvida. As equipes estão focadas na limpeza do material e o local permanece sob monitoramento preventivo pelas equipes técnicas e ambientais da empresa", informou a CSN.

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Procurada, a Vale frisou que o vazamento não teve relação com suas operações. A empresa informou ainda que não houve danos às estruturas da Mina de Viga, embora a portaria da unidade tenha sido atingida pelo material proveniente do vazamento.

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