BH: Defesa Civil interdita loja de móveis e outros 4 imóveis após incêndio
Vistoria só pôde ser feita cinco dias após início do incêndio, devido à grande quantidade de material inflamável no local
compartilhe
SIGA
A Defesa Civil de Belo Horizonte realizou, nesse domingo (30/8), vistorias de avaliação de risco em um imóvel atingido por um incêndio em Venda Nova. O local funcionava como depósito de móveis e foi tomado por um incêndio de grandes proporções, que começou na terça-feira (25/8). O fogo foi controlado na quinta-feira (27/8), mas os focos só foram completamente extintos na madrugada desta segunda-feira (31/8), o que retardou os trabalhos do órgão municipal.
- Incêndios atingem a Embrapa e a Serra de Santa Helena em Sete Lagoas
- Galpão da Asmare atingido por incêndio é interditado pela Defesa Civil
A vistoria confirmou que o incêndio se concentrou principalmente no subsolo da edificação, onde estavam guardados os móveis, confeccionados em materiais inflamáveis. Os técnicos identificaram queda de reboco, desplacamento de revestimentos, trincas, fissuras e ferragens expostas, estas últimas possivelmente decorrentes da abertura forçada de acessos durante o incêndio.
A Defesa Civil também destacou a presença de grande quantidade de entulho nos fundos do depósito, localizado na Rua Doutor Nísio, 22, no Bairro Rio Branco. Diante disso, o órgão decidiu manter o imóvel completamente isolado.
Imóveis vizinhos, que foram atingidos pelas chamas, também receberam a visita de vistoriadores da Defesa Civil. Entre eles, quatro imóveis, todos localizados na Rua Augusto dos Anjos, nas numerações 1.333, 835, 835-A e 835-B, permanecerão, do mesmo modo, isolados.
Leia Mais
Essas edificações, de acordo com a Defesa Civil, sofreram trincas nas paredes e desplacamento do revestimento do piso. Em dois deles, também há danos na estrutura do telhado, na tubulação hidráulica e na rede elétrica, além de condições consideradas insalubres. Em um dos imóveis, um mezanino corre o risco de desabar.
A Defesa Civil emitiu Notificações de Risco aos responsáveis pelos imóveis e recomendou a adoção emergencial de medidas necessárias à mitigação dos riscos. Entre tais providências, estão a eliminação das condições que possam favorecer novos sinistros, a retirada adequada dos materiais atingidos e a avaliação técnica dos elementos estruturais e das instalações danificadas.
Em dois outros imóveis, situados na Rua Doutor Nísio, 31, e na Rua Augusto dos Anjos, 1.335, as equipes constataram danos e recomendaram medidas preventivas e corretivas, mas descartaram riscos que justificassem o isolamento.
Longo combate ao incêndio
De acordo com o CBMMG, o desafio para o combate ao fogo no local foi a grande quantidade de itens combustíveis que estavam estocados no interior da edificação. Entre esses materiais, estavam chapas de MDF, que mantiveram focos de incêndio ativos durante dias.
Para melhorar a visibilidade no interior da edificação, as equipes do Corpo de Bombeiros abriram uma rota de ventilação no telhado. Com a saída da fumaça acumulada, os militares conseguiram identificar o principal foco do incêndio e direcionar o combate.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A complexidade da ocorrência exigiu grande quantidade de recursos. Somente no primeiro dia de trabalho, cerca de 400 mil litros de água foram utilizados pelo CBMMG durante o combate às chamas e o resfriamento da estrutura.