Asmare funciona com metade da capacidade depois de incêndio
Associação de catadores foi atingida por incêndio de grandes proporções no sábado (15/8) e teve galpão interditado pela Defesa Civil
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A Associação de Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis (Asmare), localizada no Bairro Prado, Região Oeste de Belo Horizonte, está funcionando com capacidade reduzida nesta segunda-feira (17/8). Um dos galpões foi atingido por um incêndio no sábado (15/8) e precisou ser interditado.
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“A gente está trabalhando com o galpão reduzido, a parte que foi queimada está impedida para fazer a limpeza. E vamos manter parado até ser reformado, estamos funcionando em espaço reduzido pela metade praticamente”, disse o diretor financeiro da Asmare, Getulio Andrade.
Ele também informou que agentes da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) atuam na limpeza do local nesta segunda. Ainda não há previsão de quando o galpão será reformado e poderá voltar a funcionar.
Apesar das perdas, o diretor financeiro afirma que foi um alívio o incêndio não ter machucado alguém. Entretanto, ele se preocupa em como a interdição do galpão poderá afetar a renda dos trabalhadores do local.
“Graças a Deus não teve vítima, que é mais importante do que qualquer coisa. Mas é muito ruim, impacta diretamente na receita das pessoas que trabalham aqui, que já não é grande coisa com espaço normal. Se reduz o espaço, cai muito a renda deles. Essa é nossa preocupação”.
Galpão interditado
Nesse domingo (16), a Defesa Civil municipal determinou o isolamento e a interdição da área diretamente atingida pelo incêndio que destruiu o galpão da Asmare. A Notificação de Risco foi entregue ao presidente da Associação, responsável pelo imóvel.
Entre os impactos do incêndio identificados pelos vistoriadores estão deformações da estrutura metálica da cobertura e o desplacamento do revestimento cerâmico dos boxes, além da exposição de ferragens.
Além da interdição do galpão, a equipe da Defesa Civil recomendou, em caráter emergencial, que a Asmare adote medidas para a mitigação dos riscos de um novo incêndio, a remoção adequada dos materiais atingidos pelo fogo e a avaliação técnica dos elementos estruturais e das instalações danificadas.
O incêndio
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), uma testemunha informou que o fogo teve início por volta das 2h, depois de uma discussão entre pessoas em situação de rua que estavam em frente ao galpão. Um deles lançou um objeto em chamas para dentro do imóvel e o incêndio evoluiu rapidamente.
No galpão se encontrava uma grande quantidade de material combustível, o que dificultou o controle das chamas. Os bombeiros gastaram, aproximadamente, 60 mil litros de água para controlar as chamas.
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A perícia da Polícia Civil foi acionada para averiguar a possibilidade de se tratar de um incêndio criminoso e coletou vestígios. A PCMG informou que aguarda a finalização dos laudos que determinarão a causa e circunstâncias do ocorrido.