Conhecida nacionalmente pelo apelido de "Rodovia da Morte", a BR-381, que corta o estado de Minas Gerais, continua sendo palco de acidentes graves. A recorrência de tragédias reacende constantemente o debate sobre a periculosidade da estrada, que possui um longo e trágico histórico.

Por que a BR-381 é chamada de 'Rodovia da Morte'?

A BR-381 recebe o apelido por causa do alto índice de acidentes fatais. A rodovia é dividida em dois grandes trechos com características distintas: o que liga Belo Horizonte a São Paulo (Fernão Dias), que é duplicado, e o segmento entre a capital mineira e Governador Valadares. É neste segundo trecho que a combinação de traçado sinuoso em regiões de serra, tráfego intenso de caminhões e longos segmentos de pista simples o torna um dos mais perigosos do país.

Leia Mais

O fluxo diário mistura veículos de passeio com uma frota pesada que escoa a produção industrial e agrícola, criando um cenário de risco constante. As condições do asfalto, a sinalização deficiente em alguns pontos e a imprudência de motoristas são fatores que agravam a situação, especialmente sob chuva ou neblina, condições comuns na região.

Quais são os trechos mais perigosos?

Embora toda a extensão da rodovia exija atenção, alguns pontos no trecho norte (sentido Governador Valadares) são historicamente mais críticos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e motoristas experientes costumam apontar as seguintes áreas como as de maior risco:

  • Trecho entre Belo Horizonte e João Monlevade: considerado o mais perigoso, com curvas acentuadas, subidas íngremes e tráfego intenso.

  • Serra de Caeté: caracterizada por neblina frequente e pistas sinuosas, que dificultam a visibilidade e exigem perícia dos condutores.

  • Região de Sabará: a proximidade com a área metropolitana aumenta o fluxo de veículos e o risco de colisões.

  • "Curva do S": um trecho próximo a Roças Novas, famoso por acidentes envolvendo veículos de carga que perdem o controle.

Acidentes marcantes na história da rodovia


Diversas tragédias marcaram a história da BR-381. Em dezembro de 2020, um dos casos de maior repercussão foi a queda de um ônibus de turismo de um viaduto em João Monlevade, que resultou na morte de 19 pessoas. Já em novembro de 2024, em Ravena, distrito de Sabará, um caminhão que perdeu os freios numa descida colidiu de frente com um ônibus da linha Caeté/São Gabriel e atingiu outros dois caminhões, deixando ao menos um morto e 35 feridos.

Mais recentemente, em abril de 2026, um grave acidente vitimou dois jornalistas da Band Minas, um caso que evidenciou que a rodovia continua a ser um trecho de alto risco para quem a utiliza diariamente.

O que está sendo feito para melhorar a segurança?

Atualmente, o trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares está sob concessão da iniciativa privada. A empresa responsável tem a obrigação de realizar obras de duplicação, construção de terceiras faixas e modernização da sinalização. No entanto, o avanço das melhorias é considerado lento por especialistas e usuários da via, e os desafios para mitigar os riscos persistem enquanto a modernização completa não é concluída.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

compartilhe