O tombamento de uma carreta carregada com leite, que interditou a BR-381 em Nova Era, Minas Gerais, por mais de oito horas no último domingo (19), reforça o perigoso histórico da rodovia. Conhecida como 'Rodovia da Morte', a estrada que liga Minas Gerais ao Espírito Santo e a São Paulo é palco constante de acidentes graves, com trechos que concentram grande parte das ocorrências.

A combinação de tráfego intenso de veículos pesados, pista simples em grande parte de sua extensão e uma geografia repleta de curvas sinuosas e serras contribui para o alto índice de colisões.

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5 trechos que exigem atenção redobrada na BR-381

Com base em dados históricos de acidentes e no mapeamento de risco, alguns trechos na porção mineira da rodovia se destacam pela periculosidade. Esses locais exigem máxima cautela dos condutores devido às suas características geográficas e ao volume de tráfego que recebem diariamente.

A seguir, conheça cinco pontos que frequentemente registram ocorrências:

  1. Região de Betim: O trecho metropolitano, especialmente entre o KM 480 e o KM 500, mistura tráfego urbano intenso com o fluxo de longa distância, resultando em congestionamentos e alto risco de colisões traseiras e laterais.

  2. Sabará e Caeté: Entre os quilômetros 428 e 458, a rodovia apresenta curvas fechadas, serras e pouca visibilidade, sendo um dos trechos mais temidos e com maior número de acidentes fatais.

  3. Ravena (Curva do S): Localizado próximo ao distrito de Ravena, este segmento é famoso por suas curvas extremamente perigosas, que frequentemente resultam em tombamentos de caminhões e saídas de pista.

  4. João Monlevade (Corte de Pedras): A região, marcada por fortes aclives e declives, exige muito dos freios dos veículos pesados. O local é conhecido por acidentes envolvendo carretas desgovernadas.

  5. Nova Era e Bela Vista de Minas: O trecho, palco do recente acidente, é caracterizado por pista simples e curvas perigosas, onde ultrapassagens arriscadas são comuns e frequentemente terminam em tragédias.

O que está sendo feito para melhorar a segurança?

As obras de duplicação da BR-381, que se arrastam há anos, são a principal esperança para a redução do número de acidentes. Atualmente, os trabalhos se concentram em lotes específicos, mas ainda sem uma previsão de conclusão total. A duplicação visa eliminar os trechos de pista simples e corrigir curvas perigosas.

Outra iniciativa para modernizar a via foi a concessão de parte da rodovia à iniciativa privada. O trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares já foi leiloado e prevê investimentos em duplicação, construção de acostamentos, faixas adicionais e melhorias na sinalização, buscando modernizar a infraestrutura e aumentar a segurança para os usuários.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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