CASO ATALA INÁCIO

Suspeita de matar idosos deve fazer exame de insanidade mental, diz defesa

Advogado cita 'histórico conturbado' e afirma que a diarista 'sempre buscou tratamento psiquiátrico' ; suspeita foi presa nesta quinta-feira (2/7)

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Arthur Colpa*

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A defesa de Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, deve pedir exame de insanidade mental da diarista, que foi presa na madrugada desta quinta-feira (2/5), em Itabira, na Região Central de Minas, acusada de de assassinar um casal de idosos, no Bairro em São Pedro, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Paola confessou o crime.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o advogado Bruno Correa cita problemas prévios de saúde mental da diarista.

Veja:

Cláudio Atala Inácio, de 75, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam na terça-feira (30/6). O último contato da família com o casal ocorreu na segunda-feira (29/6), o que leva os investigadores a acreditar que o crime tenha sido cometido naquele dia. 

É a primeira vez que a defesa de Paola se manifesta após o crime. Correa afirmou que a suspeita tem um histórico pessoal conturbado e não descarta a possibilidade de exame de insanidade mental. 

"A Paola é uma mulher que possui um histórico pessoal extremamente conturbado, conforme foi dito pela própria Polícia Civil e também por alguns familiares dela. É uma pessoa que sempre buscou tratamento psiquiátrico, possui diagnóstico sensível relacionado à sua saúde mental", descreve Correa.

"A documentação que comprova a situação de saúde da senhora Paola ainda não chegou ao (nosso) conhecimento. Porém, assim que essa documentação chegar, nós faremos um estudo muito responsável e técnico dessa documentação para verificar se ao longo da ação penal, nós formalizaremos algum pedido de insanidade mental da mesma", completou o advogado.

As investigações ainda apontam que Paola teria dívidas relacionadas a apostas on-line. A própria família admitiu que pagou R$ 40 mil a um agiota para ajudá-la.

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*Estagiário sob a supervisão da subeditora Tetê Monteiro

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