A Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (9/6) o Projeto de Lei nº 2.379/2023, que institui o Dia Nacional dos Congadeiros e dos Reinadeiros, a ser celebrado anualmente em 7 de outubro. A proposta, de autoria da deputada federal por Minas Gerais Dandara (PT), segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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A votação contou com a presença de congadeiros e congadeiras do Triângulo Mineiro, entre eles representantes da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito de Uberlândia, que estiveram em Brasília para acompanhar a aprovação da proposta.
Originárias principalmente de Minas Gerais, mas presentes também em estados como São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, as tradições do Congado e do Reinado são manifestações culturais e religiosas de matriz afro-brasileira, com raízes no período da escravidão e no pós-abolição.
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Organizados em ternos, guardas e irmandades, os grupos realizam festas e procissões em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, celebrada em 7 de outubro. Por meio de tambores, cantos, danças e rituais, essas manifestações preservam a memória coletiva, fortalecem laços comunitários e mantêm viva a herança cultural do povo negro.
“Criar essa data é afirmar valores, elevar a autoestima congadeira e fazer do Brasil um país cada vez mais multicultural e multirracial”, destacou Dandara. “Queremos garantir que essas tradições não sejam esquecidas. O Congado e o Reinado são parte fundamental do patrimônio cultural brasileiro, e a criação dessa data fortalecerá a luta do povo negro e a valorização das suas contribuições para o país”, afirmou.
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A parlamentar avalia que a aprovação no Senado representa um marco para a valorização da cultura afro-brasileira. “O Congado é a fé que canta e dança. É uma manifestação negra de ancestralidade viva que resiste há séculos a opressões e preconceitos. A aprovação do Dia Nacional dos Congadeiros e Reinadeiros traz uma resposta clara àqueles que tentam silenciar essas expressões: não calarão os nossos tambores. O 7 de outubro passa a ser um marco de reconhecimento da nossa história e da nossa resistência”, concluiu.
