Um policial civil de Ubá (MG), na Zona da Mata, foi condenado a quatro anos, dez meses e 15 dias de reclusão, em regime semiaberto, e 141 dias-multa por interferir nas investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado(Gaeco), dificultando a obtenção de provas.
A sentença, proferida na última segunda-feira (16/3), foi divulgada nesta quinta (19) pela assessoria do Ministério Público de Minas Gerais. A Justiça também decretou a perda do cargo do agente público.
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Segundo as apurações, o policial apagou provas contidas em dispositivos eletrônicos à distância, de forma remota, trazendo prejuízos às apurações criminais.
Em outro processo, o mesmo policial já havia sido condenado recentemente a uma pena de 11 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado, por liderar milícia privada armada e corrupção passiva. Nessa sentença também já havia sido determinada a perda do cargo.
O condenado, que está preso desde 28 de novembro de 2024, ainda responde outra ação penal na comarca de Ubá, pela prática de 272 crimes de corrupção.
Para a Justiça, o réu estruturou um grupo armado que utilizava de táticas e aparatos públicos para a prestação de segurança privada. O agente usava do cargo para captar clientes para sua empresa, que operava por meio de coações e cobrança de vantagens indevidas. Com isso, ele acumulou patrimônio ilícito, incluindo avião e carros de luxo.
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De acordo com apurações do MPMG, os serviços prestados pelo investigador incluíam escoltas armadas e intervenções em ocorrências policiais, com o uso de viatura, armamento e sistemas restritos da Polícia Civil, inclusive com ameaças a desafetos dos contratantes da empresa de segurança.
