Cyberbullying: como proteger seus filhos dos perigos da internet
O bullying não acontece mais só na escola; veja ferramentas e dicas para monitorar a atividade online de crianças e adolescentes e evitar o assédio
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O bullying deixou de ser um problema restrito aos pátios das escolas e encontrou um ambiente ainda mais complexo na internet. Dados recentes da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2019, revelam que 13,2% dos adolescentes já sofreram cyberbullying, forma de violência que acontece 24 horas por dia, diretamente no celular de crianças e adolescentes.
Diferentemente do assédio presencial, o cyberbullying não tem espaço físico definido. Ele se manifesta por meio de mensagens ofensivas, boatos espalhados em grupos de WhatsApp, perfis falsos criados para humilhar e a exposição de fotos ou vídeos constrangedores. Para os pais, o desafio é maior, pois muitas vezes essa violência ocorre de forma silenciosa, sem que eles percebam.
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A importância de estratégias para combater o bullying nas escolas
A principal característica do assédio on-line é sua capacidade de se espalhar rapidamente e atingir um público muito maior. Uma única postagem pode ser vista, compartilhada e comentada por centenas de pessoas em poucos minutos, intensificando o sofrimento da vítima. Além disso, o anonimato da internet encoraja os agressores, que se sentem protegidos atrás de uma tela.
Sinais de que seu filho pode ser uma vítima
Identificar o cyberbullying exige atenção a mudanças de comportamento. Nem sempre a criança ou o adolescente vai contar o que está acontecendo por medo ou vergonha. Fique atento a alguns sinais importantes:
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Isolamento repentino e recusa em participar de atividades sociais.
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Demonstração de ansiedade ou tristeza após usar o celular ou o computador.
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Queda no rendimento escolar sem motivo aparente.
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Alterações no sono ou no apetite.
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Relutância em ir à escola ou encontrar os amigos.
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Criação de desculpas para não usar mais as redes sociais.
Como agir para proteger crianças e adolescentes
A conversa aberta é a principal ferramenta de proteção. Crie um ambiente seguro em casa para que seus filhos se sintam à vontade para compartilhar suas experiências on-line sem medo de punição. Explique o que é cyberbullying e deixe claro que eles podem contar com seu apoio.
Utilize as ferramentas de controle parental disponíveis em celulares e aplicativos. Elas permitem limitar o tempo de uso, bloquear conteúdos inadequados e monitorar as atividades. Também é fundamental ensinar sobre privacidade digital. Ajude seu filho a configurar suas contas nas redes sociais para que apenas amigos possam ver suas publicações.
O que a lei diz e onde denunciar
Caso identifique o assédio, documente tudo com capturas de tela (prints), guardando as mensagens, imagens e links dos perfis dos agressores. O passo seguinte é denunciar os perfis nas próprias plataformas e comunicar a escola. É importante saber que, desde 2024, o cyberbullying é crime no Brasil, conforme a Lei 14.811. Em casos mais graves, não hesite em procurar as autoridades competentes. Denúncias podem ser feitas em uma delegacia de polícia ou por canais como o Disque 100 (Disque Direitos Humanos).
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.