MEU NAMORADO COREANO

Mineira arruma marido coreano em série famosa na Netflix

Morena Monaco viu sua vida mudar ao conhecer o sul-coreano Su-woong Kim e viver um relacionamento que atravessou continentes

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O que começou com um match em um aplicativo se tornou o ponto de partida para uma história que sairia do virtual direto para as telas. A suíça e filha de mineira Morena Monaco, de 32 anos, conheceu o sul-coreano Su-woong Kim, de 35, durante uma viagem de trabalho. Durante idas e vindas entre Brasil, Suíça e Coreia do Sul, o casal viveu um relacionamento à distância até participarem do doc-reality “Meu namorado coreano”, da Netflix, onde dividiram desafios e dramas da relação até a celebração da união tanto no país asiático quanto em Belo Horizonte.

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O reality levou cinco brasileiras — Camila, Katy, Luanny, Mariana e Morena —, em diferentes estágios de relação à distância, para a Coreia do Sul, onde algumas delas já estiveram visitando seus amados, para descobrir se suas relações sobreviveriam às expectativas e às diferenças culturais.

Ao longo dos seis episódios, o público acompanhou não apenas o romance, mas também os dramas, os desafios culturais, as diferenças de costumes e as escolhas que precisaram ser feitas para que o relacionamento seguisse em frente. Entre todas as participantes do experimento que embarcaram rumo à Ásia para testar o relacionamento, Morena foi a única que teve um “final feliz” da temporada.

Como se conheceram

O relacionamento começou de forma despretensiosa. O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento, em maio de 2024, quando Morena viajou para a Coreia para gravar um videoclipe. O que era para ser apenas mais um contato virtual rapidamente se destacou entre tantas outras conversas e foi se transformando em longas trocas de mensagens, chamadas de vídeo e uma conexão cada vez mais forte.

Duas semanas depois, já estavam frente a frente. "Fomos jantar, beber e rodamos por uns três restaurantes naquela noite… o final eu não lembro muito bem", conta Morena.

Depois do primeiro encontro passaram a se ver quase diariamente. Nos meses seguintes, o casal se desdobrou para manter o vínculo vivo. Morena passou temporadas na Coreia do Sul, enquanto Su-woong também fez viagens à Suíça — onde ela nasceu — e ao Brasil — onde a família da Morena mora.

Entre as pontes aéreas, o casal lembra que apesar dos esforços para manter a relação enfrentaram pausas incertezas. O período em que estiveram separados foi um dos maiores desafios emocionais do casal. A diferença de fuso horário dificultava a comunicação e ampliava a sensação de distância.

"Enquanto um começava o dia, o outro já estava indo dormir. Isso aumentava a saudade, porque a maior parte do dia era de mensagens não respondidas. Às vezes tínhamos até a sensação de falta de interesse", lembra Morena.

Depois de passar quatro meses sem se verem pessoalmente e de acharem que seria o supostamente ‘fim' do relacionamento, o reencontro veio no reality.

O reality

A experiência no programa marcou um novo capítulo na história dos dois. Mais do que um reencontro, foi a oportunidade de testar, na prática, se o sentimento resistiria à convivência intensa e às diferenças expostas diante das câmeras.

Morena lembra que um dos maiores desafios foi a demonstração de afeto. "No Brasil, a gente quer abraço e beijo; na Coreia, se preocupar se o outro já comeu é uma forma de demonstrar amor”, contou Morena.

Su-woong complementa que, em sua cultura, demonstrar cuidado está mais ligado à atenção e à harmonia do que à expressão direta de sentimentos. “Às vezes significa até deixar a própria vontade de lado para evitar desconforto.”

Com o tempo, o casal encontrou um equilíbrio entre as duas formas de se relacionar. “Gostamos de comer! Apesar das diferenças, as duas culturas valorizam muito a família, o respeito e estar junto de quem se ama. No fundo, o coração é bem parecido.”, dizem. O casal conta que a experiência funcionou como um teste definitivo e foi aí que decidiram oficializar a união.

O casamento

Em uma cerimônia mais íntima, o casamento aconteceu primeiro na Coreia do Sul, respeitando tradições locais. Longe das telas, meses depois das gravações do reality foi a vez de celebrar no Brasil, com o encontro das culturas brasileira e coreana.

A cerimônia em Belo Horizonte teve um significado especial para Morena, que fez questão de trazer suas raízes mineiras para o centro desse momento. A escolha da igreja, no Hipercentro da capital mineira não foi por acaso.

"Minha mãe frequentava a Igreja São José quando era jovem, e o sonho dela era se casar lá. Mas, infelizmente, nenhuma das mulheres da minha família deu sorte com os homens, e por fim nenhuma se casou na igreja. Hoje estão todas solteiras. E quando decidi me casar, tinha que ser nessa igreja", conta Morena.

Para Su-woong, o casamento em terras brasileiras foi especial. "Eu amo o clima de Belo Horizonte. Quando cheguei, era inverno e praticamente não choveu nenhuma vez. Todos os dias, eram bonitos. Foi incrível. Mas, curiosamente, no dia do nosso casamento choveu… só naquele dia", relembra.

A decisão de morar no Brasil

Depois do casamento, o casal precisou tomar uma decisão importante: onde construir a vida a dois. Entre continuar na Coreia do Sul ou recomeçar no Brasil, optaram por viver em território brasileiro, pelo menos neste primeiro momento. A escolha levou em consideração questões profissionais e também a adaptação cultural. Para Su-woong, a mudança representou um grande desafio.

Atualmente, moram em São Paulo, onde a presença de elementos da cultura coreana facilita a adaptação do Su-woong. Contudo, o casal já planeja uma mudança para Belo Horizonte no futuro.

A capital mineira tem um valor afetivo especial para Morena, que, apesar de ter nascido na Suíça, se considera mineira de coração e passava férias frequentes na cidade. “Queremos empreender lá e construir nossa casa”, revela.

Cotidiano

A vida após o casamento trouxe uma nova dinâmica. Se antes o relacionamento era marcado pela distância e pelos reencontros, agora o desafio passou a ser a convivência diária.

As diferenças culturais continuam presentes. No cotidiano, Morena mantém tradições mineiras, como o pão de queijo, enquanto Su-woong preserva costumes coreanos. A casa do casal se tornou um espaço onde culturas distintas coexistem de forma harmoniosa.

Fã de produções coreanas, Morena já conhecia histórias idealizadas de amor, mas sempre manteve uma visão realista. Para ela, a experiência mostrou que relacionamentos exigem esforço e adaptação, especialmente quando envolvem culturas diferentes.

Ao olhar para trás, o casal afirma que não mudaria nada na trajetória. Os desafios, segundo eles, foram fundamentais para construir a relação.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima

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