Tremores de terra foram sentidos por moradores da cidade de Sete Lagoas, na Região Metropolitana de BH, no início da tarde desta segunda-feira (4/3). A população utilizou as redes sociais para relatar o episódio.

 

Os depoimentos foram feitos por meio de comentários de um post no Instagram feito pela vereadora do município Heloísa Frois (Cidadania). “Mais um tremor registrado neste momento, sentido Bairro Jardim Arizona. Mais alguém sentiu?”, questionou a vereadora.

 

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“Parece filme de terror… Tudo treme, se não morremos pela cidade afundar, vamos todos morrer do coração a cada minuto de susto… Quanta tremedeira na cidade”, afirmou uma seguidora. Outros seguidores responderam com o nome dos bairros em que o tremor foi sentido. Bairro Iporanga, Centro, Padre Teodoro, São Geraldo e bairro das Indústrias foram alguns mencionados. De acordo com o depoimento, o tremor durou por volta de 15 minutos.

 

Tremores constantes

 

Não é a primeira vez que o fenômeno acontece em Sete Lagoas. Os tremores começaram a ser sentidos em 30 de abril de 2022, e, até janeiro deste ano, foram registrados 26 abalos, sendo 20 em 2022, dois em 2023 e quatro em 2024.

 

Estudos preliminares feitos pelo Centro Sismológico da Universidade Federal de Brasília (UnB), em parceria com a Prefeitura de Sete Lagoas, apontam os tremores como resultado de uma acomodação do solo cárstico da região, uma vez que Sete Lagoas está em uma região cárstica, com várias cavernas e falhas geológicas.

 



A análise dos dados registrados pelas estações sismográficas, instaladas pela universidade, no município apontam que os tremores detectados na região desde abril de 2022 são de origem natural. "Todos os especialistas ouvidos pela prefeitura têm descartado a hipótese de causa humana porque, para provocar um tremor como os sentidos até agora, seria necessária uma bomba de potência gigantesca. Mas todas as teses estão sendo consideradas", afirmou o secretário municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agropecuária, Edmundo Diniz.

 

 

Defesa Civil

 

O consenso entre os especialistas é que tremores com magnitude 2, 3 e até 4 não gerem danos. "Mas vai depender do epicentro do tremor, de sua distância até a superfície e do tipo de imóvel construído naquele terreno, de sua fundação, entre outros fatores", destaca o coordenador da Defesa Civil Municipal, Sérgio Andrade.

 

A Defesa Civil Municipal segue atenta aos relatos e dados emitidos pelos centros sismológicos, realizando visitas aos bairros e vistoriando imóveis que apresentem algum tipo de rachadura. A população pode acionar a inspeção pelo telefone 153. Uma cartilha foi produzida pela instituição para orientar os moradores em caso de tremores mais fortes.

 

*Com informações da Prefeitura de Sete Lagoas

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