Solução é tentar "encurralar" o mosquito Aedes aegypti -  (crédito: EBC - Saúde)

Solução é tentar "encurralar" o mosquito Aedes aegypti

crédito: EBC - Saúde

Mais duas mortes por dengue foram confirmadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) nesta terça-feira (6/2), no Painel de Monitoramento de Casos de Arboviroses, totalizando nove óbitos em Minas.

Já o boletim epidemiológico da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), informa mais uma morte na capital, chegando a três. 

Em BH, a primeira confirmação foi de uma idosa, de 71 anos, com comorbidades, moradora da regional Pampulha. O segundo registro também foi de uma mulher, de 26, com comorbidade e que morava no Barreiro. A terceira é uma mulher de 56 anos, com comorbidades, moradora da regional Oeste da cidade.

Embora alguns municípios estejam confirmando óbitos por dengue, há um processo a ser seguido para o estado incluir a morte na aba de confirmados. A SES-MG tem 60 dias, a partir da data de notificação das cidades, para investigar e encerrar o caso, podendo a conclusão ser alterada neste período.

Ainda não há informações sobre os dois novos registros do Estado. Até essa segunda (5/2), eram sete óbitos confirmados; veja:

  1. Sete Lagoas, uma menina na faixa etária 1-9 anos
  2. Monte Belo- uma mulher na faixa etária entre 70-79 anos
  3. Belo Horizonte- uma mulher na faixa etária entre 20-29 anos
  4. Arceburgo- um homem na faixa etária entre 80-89 anos
  5. Lagoa Santa, uma mulher na faixa etária entre 30-39 anos
  6. Sarzedo, uma mulher na faixa etária entre 30-39 anos
  7. Ribeirão das Neves, uma mulher na faixa etária entre 30-39 anos


Conforme o painel, até esta terça-feira, Minas Gerais registrou 121.412 casos prováveis de dengue. Desse total, 42.896 foram confirmados. Há nove óbitos confirmados, e 73 estão em investigação.


Leia também: Ministério da Saúde alerta: Ivermectina não é eficaz contra dengue

 

Em relação à chikungunya, foram registrados 14.835 casos prováveis da doença, sendo 10.048 já confirmados. Uma pessoa morreu, e oito óbitos estão em investigação. Já o vírus zika tem 22 casos prováveis e um confirmado. Não há óbitos confirmados ou em investigação.

 

Minas Gerais vive uma escalada de casos e pode assumir a liderança nacional de casos de dengue em relação à população. Desde 27 de janeiro, o estado se encontra em emergência de saúde pública.

 

Atrás apenas do Distrito Federal e do Acre, Minas já registra a terceira maior incidência da doença no Brasil. Segundo especialistas em infectologia ouvidos pelo Estado de Minas, o aumento se deve a dois fatores combinados: a própria natureza cíclica da doença, que aparece em picos a cada três ou cinco anos, e também uma falha das ações de combate ao vírus.

 

“A dengue vai e volta, sempre. A esperança de melhora no quadro da doença vai ser vacinal, porque, durante estes anos, a gente falhou como sociedade em combater o vetor da dengue. A prova disso é 2024”, aponta o médico infectologista Leandro Curi.

 

Enquanto a vacinação não começa, e as doses são restritas às crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, a solução é tentar “encurralar” o mosquito Aedes aegypti - transmissor de dengue, zika e chikungunya. Matar as larvas, exterminar o inseto adulto e usar repelente para evitar picadas são algumas das medidas necessárias, mas paliativas e que demandam um conjunto de ações também em períodos de estiagem, avaliam infectologistas.

 

“A gente não tem que esperar a estação chuvosa, falhamos muito nesse ponto. Quando começa a chover já é tarde, o mosquito já eclodiu. A gente está no momento epidêmico. Temos que fazer isso antes da época de seca. É nesse momento que nós temos que limpar os depósitos de ovos de mosquitos, que podem ficar lá viáveis durante um ano até a próxima estação”, alerta Curi.

 

Belo Horizonte

 

Ainda segundo o painel, Belo Horizonte tem 12.316 pendentes de exames, sendo 2.032 já confirmados. A prefeitura da capital informou, nesta terça-feira, que três mortes são constatadas pela doença.

Nessa segunda, a prefeitura abriu mais duas unidades de reposição volêmica (URVs), no Centro de Atendimento às Arboviroses (CAA), no Bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul, e no Bairro São Tomaz, em Venda Nova.

Esses equipamentos são dedicados à hidratação venosa dos pacientes encaminhados pelos centros de saúde e UPAs, por exemplo. O objetivo de manter o funcionamento desses locais na mesma estrutura dos CAAs é garantir assistência ágil, segura e de qualidade à população. Os dois CAAS funcionam agora das 7h às 22h, enquanto as unidades de hidratação ficarão abertas 24 horas.

 

Veja os endereços:

 

Unidade de Reposição Volêmica (URV) do Hospital Júlia Kubitschek
Rua Doutor Cristiano Resende, 2.745, Bairro Milionários (Barreiro)

Unidade de Reposição Volêmica (URV) Centro-Sul
Rua Domingos Vieira, 488, Bairro Santa Efigênia (Centro-Sul)

Centro de Atendimento às Arboviroses (CAA) Centro-Sul
Rua Domingos Vieira, 488, Bairro Santa Efigênia

Centro de Atendimento às Arboviroses (CAA) Venda Nova
Rua Padre Pedro Pinto, 173, Bairro São Tomaz (Venda Nova)