Entretenimento
Geraldo Azevedo canta ‘Dia Branco’ e emociona Caetano Veloso em Copacabana
-
Ao publicar as imagens, Caetano destacou a amizade entre os dois artistas e relembrou as prisões que ambos sofreram durante a ditadura militar brasileira. “Nossa democracia sempre precisou e ainda precisa da sua voz!”, escreveu o músico, ressaltando a importância da participação de Geraldo Azevedo na defesa dos valores democráticos. A manifestação reuniu artistas de diferentes gerações e transformou a música em instrumento de expressão política e de memória histórica às vésperas do segundo turno Foto: Reprodução/Instagram @caetanoveloso -
Nascido em 11 de janeiro de 1945, em Petrolina, Pernambuco, Geraldo Azevedo teve contato com a música desde pequeno. Seu primeiro violão foi feito artesanalmente pelo pai, José Amorim, quando o menino tinha cerca de cinco anos. A mãe, conhecida como dona Nenzinha, era professora e incentivava atividades musicais e culturais no ambiente familiar. As referências da infância, somadas à convivência com as tradições do sertão, contribuíram para a formação de um artista que levaria elementos regionais Foto: Marcelo Ribeiro/Divulgação -
Na década de 1960, Geraldo mudou-se para Recife, onde ampliou suas experiências musicais e passou a se apresentar em ambientes universitários. Mais tarde, seguiu para o Rio de Janeiro, trabalhou como instrumentista e integrou o Quarteto Livre (foto), grupo que acompanhou Geraldo Vandré. Nesse período, aproximou-se de artistas e movimentos culturais que questionavam a repressão política. Sua trajetória foi profundamente afetada pela ditadura militar. Ele foi preso em 1969 e sofreu tortura, experi Foto: Raiodasilibrina/Wikimedia Commons -
A parceria com Alceu Valença representou um passo importante na consolidação de seu nome na música brasileira. Os dois artistas desenvolveram composições e apresentações que aproximavam sonoridades nordestinas de outras influências musicais. Em 1972, lançaram o álbum “Geraldo Azevedo e Alceu Valença”, conhecido como “Quadrafônico”, ampliando a presença da dupla no cenário nacional. Paralelamente, Geraldo trabalhou com trilhas sonoras e participou do filme “A Noite do Espantalho”, de 1974, com di Foto: Reprodução -
-
Em 1977, Geraldo lançou seu primeiro disco solo, que reuniu composições como “Caravana” e “Barcarola do São Francisco”. Dois anos depois, apresentou “Bicho de Sete Cabeças”, álbum que consolidou sua identidade como compositor e instrumentista. A obra trouxe músicas que permaneceram no repertório de seus shows, entre elas “Táxi Lunar”, parceria com Alceu Valença e Zé Ramalho. Com uma sonoridade que combina referências regionais e arranjos contemporâneos, o pernambucano conquistou espaço entre os Foto: Prefeitura de Olinda/Wikimedia Commons -
A década de 1980 trouxe alguns dos maiores sucessos de Geraldo Azevedo, entre eles “Dia Branco”, composto com Renato Rocha, e “Dona da Minha Cabeça”. Lançada em 1981, “Dia Branco” tornou-se uma de suas canções mais populares, atravessando gerações com sua temática romântica. O artista também participou do projeto “Cantoria”, ao lado de Elomar, Xangai e Vital Farias, valorizando a tradição musical nordestina. Ao longo desse período, ampliou sua discografia e fortaleceu a presença do violão como e Foto: Raiodasilibrina/Wikimedia Commons -
Ao longo dos anos 2000, o cantor continuou lançando trabalhos e percorrendo o país com diferentes formatos de espetáculo. Em 2011, apresentou “Salve São Francisco”, projeto dedicado ao rio que atravessa sua região de origem e reúne músicas e participações de outros artistas. Mais recentemente, Geraldo Azevedo voltou a dividir o palco com Chico César na turnê “Violivoz”, lançada em 2021, que reuniu repertórios e histórias de dois compositores nordestinos. Em 2023, recebeu homenagem no Carnaval do Foto: Raiodasilibrina/Wikimedia Commons -