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Araçá-vermelho: Havaí recorre a drones e inseto predador para tentar conter avanço de árvore brasileira invasora
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A espécie conseguiu avançar porque deixou para trás parte dos predadores que ajudam a limitar sua população em seu ambiente de origem. Com isso, a planta passou a formar áreas densas e a dificultar a regeneração de espécies nativas. Foto: Pexels/Griffin Wooldridge -
O cenário levou pesquisadores e autoridades havaianas a procurar uma maneira específica de conter a árvore sem provocar novos danos ao ecossistema. A estratégia escolhida utiliza um pequeno inseto brasileiro, o Tectococcus ovatus, que se alimenta apenas do araçá-vermelho. Foto: Flickr - Forest and Kim Starr -
O inseto provoca a formação de galhas nas folhas, estruturas que interferem no desenvolvimento da árvore e reduzem seu crescimento. O Havaí autorizou essa forma de controle biológico em 2012, como alternativa aos métodos químicos e com menor risco para outras espécies. Foto: Flickr - Forest and Kim Starr -
Agora, a tecnologia passou a ter um papel importante na expansão da estratégia. Pesquisadores testaram drones para transportar e distribuir os insetos em áreas onde o acesso das equipes terrestres é difícil. Os resultados, publicados no Journal of Economic Entomology, mostraram uma diferença expressiva na velocidade do trabalho. Foto: Pexels/Magda Ehlers -
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Enquanto a aplicação manual exigia cerca de 12 minutos para cada árvore, o sistema aéreo reduziu o tempo para aproximadamente 2,8 minutos. A mudança representa uma economia de 77% no período necessário para tratar as plantas. Foto: Wikimedia Commons/Krzysztof Ziarnek, Kenraiz -
O método também fez aumentar a presença do inseto nas árvores avaliadas: a taxa de colonização passou de 38% para 63% após um ano. Com a experiência, os pesquisadores criaram uma estrutura de maior capacidade chamada K?hual?l?, projetada para ampliar a distribuição do agente de controle em regiões de difícil acesso. Foto: Benjamin R./Unsplash -
A proposta é reunir aeronaves automatizadas e controle biológico para recuperar áreas afetadas pela expansão do araçá-vermelho. Além de acelerar o trabalho em campo, no futuro a tecnologia pode facilitar ações semelhantes contra outras espécies invasoras em diferentes partes do mundo. Foto: Spenser Sembrat/Unsplash -