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Rita Guedes relata complicações após blefaroplastia e risco de perder a visão
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Primeiramente, a blefaroplastia é uma cirurgia plástica que retira o excesso de pele das pálpebras e pode incluir a remoção ou o reposicionamento de gordura. O procedimento pode ser feito nas pálpebras superiores, inferiores ou nas duas regiões, por um cirurgião plástico ou por um oftalmologista especializado em cirurgia oculopalpebral. Em geral, o paciente recebe alta no mesmo dia e segue com os cuidados indicados durante a recuperação. Foto: Imagem Gerada por IA -
Segundo uma reportagem da Folha de S.Paulo, Rita não realizou a cirurgia com um médico especializado em olhos e não informou o nome ou a especialidade do profissional responsável. Entretanto, a atriz contou que o procedimento durou seis horas, enquanto a cirurgia costuma levar entre uma hora e meia e duas horas. Após a operação, ela precisou ser internada devido ao risco de perder a visão do olho direito. Foto: Repordução / Instagram -
Entre os problemas relatados por Rita está a quemose, um inchaço da conjuntiva que pode deixar o olho com aparência de uma bolha. Segundo a oftalmologista Juliana Lasneaux Ribeiro, do CBV-Hospital de Olhos, a condição é relativamente comum e costuma melhorar em até 15 dias. Quando persiste, porém, pode dificultar o fechamento do olho e provocar lesões na córnea. Foto: Pexels / Gustavo Fring -
A atriz também relatou ter desenvolvido ceratite, uma inflamação que pode ocorrer devido ao ressecamento dos olhos após a cirurgia. A retirada excessiva de pele pode deixar a córnea exposta, inclusive durante o sono, aumentando o risco de ressecamento e de uma úlcera de córnea. Segundo Ribeiro, em casos graves, o problema pode levar à perfuração da córnea e exigir um enxerto de pele para fechar a pálpebra. Foto: Pexels / cottonbro studio -
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No caso de Rita, também houve alteração no músculo responsável por levantar a pálpebra, que ficou temporariamente paralisado e provocou a queda da região. Atualmente, o olho direito da atriz permanece cerca de 60% aberto, e, segundo Ribeiro, a lesão é considerada grave porque a função nem sempre é recuperada. Em 20 anos de carreira, a médica contou ter tratado apenas de dois pacientes com esse tipo de lesão, e ambos tiveram recuperação após o procedimento. Foto: Imagem Gerada por IA -
Rita contou ainda que soube, dias depois da cirurgia, por meio de um professor de oftalmologia chamado pela equipe do cirurgião, que teria ocorrido uma queimadura durante o procedimento. Segundo Ribeiro, uma lesão térmica pode acontecer pelo uso do cautério, instrumento que utiliza calor para controlar sangramentos, e pode atingir a pele, os cílios ou a córnea. Foto: Pexels / cottonbro studio -
A atriz relatou também ter passado por uma cantopexia sem receber essa informação antes da cirurgia. O procedimento reforça o tendão da pálpebra inferior quando ela está frouxa e pode ser realizado junto com a blefaroplastia, mas, segundo Ribeiro, deve ser informado ao paciente previamente. Foto: Repordução / Instagram -