Celebridades e TV
Sophia Loren faz 92 anos; em livro, atriz refletiu: ‘Envelhecer pode ser agradável’
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A aproximação com o mundo artístico aconteceu ainda na adolescência, quando Sophia participou de concursos de beleza e começou a conquistar pequenos trabalhos no cinema italiano. Foi nesse período que adotou o nome artístico pelo qual se tornaria conhecida mundialmente. O produtor Carlo Ponti teve papel decisivo na consolidação de sua carreira, tornando-se também seu companheiro e, posteriormente, marido. A partir dos anos 1950, a atriz passou a receber papéis de maior destaque e rapidamente dei Foto: Domínio Público/Wikimedia Commons -
A projeção internacional veio com produções que a colocaram ao lado de alguns dos principais astros de Hollywood. Sophia trabalhou com nomes como Cary Grant (foto), Frank Sinatra, Gregory Peck, Marlon Brando e Paul Newman, alternando filmes produzidos nos Estados Unidos e na Europa. A beleza tornou-se parte marcante de sua imagem pública, mas a atriz também buscou personagens dramáticos capazes de evidenciar seu alcance como intérprete. Essa combinação ajudou a transformar uma jovem estrela ital Foto: Domínio Público/Wikimedia Commons -
O ponto mais importante dessa primeira fase ocorreu com “Duas Mulheres”, dirigido por Vittorio De Sica e lançado em 1960. Pela interpretação de Cesira, uma mãe que tenta proteger a filha em meio aos horrores da guerra, Sophia recebeu o Oscar de Melhor Atriz em 1961. Ela se tornou a primeira intérprete a conquistar a estatueta nessa categoria por uma atuação em língua não inglesa, feito que permanece como um dos marcos de sua carreira. O reconhecimento também consolidou sua posição entre as princ Foto: Divulgação -
Nos anos seguintes, Sophia ampliou a variedade de seus trabalhos e participou de filmes que se tornaram referências do cinema italiano. Entre eles estão “Ontem, Hoje e Amanhã”, “Matrimônio à Italiana” e “Os Girassóis da Rússia”, além de novas colaborações com Marcello Mastroianni. A parceria dos dois produziu alguns dos encontros mais lembrados do cinema italiano, combinando comédia, drama e crítica de costumes. Ao longo da carreira, Loren também acumulou seis prêmios David di Donatello de Melho Foto: Divulgação -
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A vida pessoal também ocupou espaço importante na trajetória da atriz, especialmente a relação com Carlo Ponti e a maternidade. Depois de enfrentar dificuldades para ter filhos, Sophia tornou-se mãe de Carlo Jr. e Edoardo, que posteriormente seguiram caminhos ligados às artes. Com o passar dos anos, ela reduziu a frequência de trabalhos no cinema e passou a dedicar mais tempo à família. Sua autobiografia, publicada em 2014, recupera episódios da infância, da carreira, dos relacionamentos e da ex Foto: Divulgação -
A atriz também registrou nas memórias uma reflexão sobre a passagem do tempo que ganhou destaque ao longo dos anos: "Envelhecer pode ser agradável e até divertido, se você souber usar o tempo, se está satisfeito com o que conseguiu e se continua sonhando". O livro “Ontem, hoje e amanhã - a minha vida” reúne lembranças de diferentes momentos de sua existência e foi lançado em 2014. A obra apresenta uma Sophia que revisita tanto os períodos de dificuldades quanto a transformação em estrela interna Foto: Divulgação/MSC Rights -
Mesmo com uma presença cada vez mais seletiva nas telas, Sophia Loren voltou ao cinema em 2020, aos 86 anos, no filme “Rosa e Momo”, dirigido por seu filho Edoardo Ponti. Na produção, interpretou Madame Rosa, uma sobrevivente do Holocausto que acolhe crianças em situação de vulnerabilidade. O trabalho marcou seu retorno ao protagonismo cinematográfico depois de um longo intervalo e reafirmou a importância de sua presença na história do cinema. Foto: Divulgação -