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Baião: história, origem e os principais nomes do ritmo nordestino
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Essa divisão rítmica remete a uma dança popular conhecida como "baiano" ou "baião", praticada em festas e encontros do interior nordestino. Até a década de 1940, contudo, o ritmo ainda não era considerado um gênero musical definido, e sim uma base executada por violeiros e cantadores em apresentações regionais. Foto: Pexels / Yan Krukau -
Foi na década de 1940, com Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, que essa base rítmica se transformou em um gênero musical propriamente dito, com letra, melodia e arranjos definidos. Seus instrumentos característicos são a sanfona (acordeon), a zabumba e o triângulo. Embora seja frequentemente associado ao forró, o baião é um ritmo específico que integra o universo do gênero, ao lado de estilos como xote, xaxado e arrasta-pé. Foto: Reprodução / Instagram -
O maior nome do baião é Luiz Gonzaga. Conhecido como “Rei do Baião”, o sanfoneiro nasceu na Fazenda Caiçara, em Exu, no sertão de Pernambuco, em 13 de dezembro de 1912. Aprendeu a tocar sanfona ainda menino, com o pai. Mudou-se para o Rio de Janeiro e, a partir de 1945, transformou o baião em um fenômeno nacional. Foto: Domínio Público -
Seu principal parceiro foi Humberto Cavalcanti de Albuquerque Teixeira, nascido em Iguatu, no Ceará, em 5 de janeiro de 1915. Advogado, deputado federal e compositor, Teixeira assinou, ao lado de Gonzaga, canções fundamentais para o gênero, como “Baião” e “Asa Branca”. Por sua atuação como estudioso do ritmo, ganhou o apelido de “Doutor do Baião”. Foto: Domínio Público -
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Outro nome essencial é José Gomes Filho, o Jackson do Pandeiro, nascido em Alagoa Grande, na Paraíba, em 31 de agosto de 1919. Filho da cantadora de coco Flora Mourão, ficou conhecido como “Rei do Ritmo” por cantar baião, coco e rojão com igual desenvoltura. Morreu em Brasília, em 10 de julho de 1982. Foto: Wikimedia Commons / Domínio Público -
Outra figura importante é a de José Domingos de Morais, o Dominguinhos. Nascido em Garanhuns, Pernambuco, em 12 de fevereiro de 1941, era filho de um sanfoneiro conhecido como Mestre Chicão. Aprendeu o instrumento ainda criança e formou, ao lado dos irmãos, o trio Os Três Pinguins. Foto: Wikimedia Commons / Otávio Nogueira -
Ele recebeu do próprio “Rei do Baião” uma sanfona de presente. Ao longo da carreira, lançou sucessos como “Eu Só Quero um Xodó” e "Isso Aqui Tá Bom Demais". Morreu em São Paulo, em 23 de julho de 2013. O baião também teve outros intérpretes que ampliaram seu alcance, como o acordeonista Sivuca e a cantora Marinês. Foto: Wikimedia Commons / Otávio Nogueira -