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Castelo de Silves, em Portugal, tinha sistema de defesa sofisticado graças à arquitetura militar islâmica; entenda
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A própria entrada da cidade já funcionava como obstáculo, sobretudo na Porta da Almedina, cujo traçado obrigava qualquer grupo que chegasse ao local a mudar de direção antes de avançar. O desenho impedia uma aproximação em linha reta e dificultava a formação de tropas junto ao acesso principal. Foto: Wikimedia Commons/Hovallef -
Torres instaladas nas proximidades ampliavam a vigilância e permitiam aos defensores acompanhar os movimentos do lado externo das muralhas. O sistema fazia parte de um complexo que protegia uma área urbana de aproximadamente sete hectares, dividida entre a medina, onde se concentrava a população, e a alcáçova, setor de maior proteção. Foto: Tommy Cornilleau/Unsplash -
As muralhas ultrapassavam um quilômetro de extensão e recebiam diferentes torres ao longo do perímetro, com a função de controlar pontos estratégicos. Entre elas estavam as torres albarrãs, construídas além da linha principal da fortificação e conectadas por passagens superiores. Foto: Wikimedia Commons/Lídia Maria Faria -
A preparação para um cerco também incluía um recurso indispensável à sobrevivência: a água. Uma grande cisterna ocupava a alcáçova, enquanto poços menores atendiam outros pontos da medina. Próximo à Porta da Almedina, um poço-cisterna reforçava o abastecimento em momentos de isolamento. Foto: Flickr - Vitor Oliveira -
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Às margens do rio Arade, uma couraça defensiva permitia ainda a captação de água e complementava os reservatórios que lá existiam. Mesmo com modificações que vieram depois, o Castelo de Silves ainda mantém vestígios que ajudam a compreender a arquitetura militar islâmica na Península Ibérica. Foto: Flickr - Vitor Oliveira -
Até hoje, pesquisas arqueológicas realizadas no local continuam a revelar informações sobre a ocupação da cidade e sobre as técnicas usadas para protegê-la. Um exemplo são os detalhes disponíveis no site do Património Cultural, I.P. Foto: