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Em show, David Byrne protesta contra política migratória de Trump
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As imagens foram exibidas durante a execução de “Life During Wartime”, clássico do Talking Heads lançado em 1979. A música integrou o repertório da apresentação em meio ao conteúdo político projetado no palco. A atual turnê de Byrne ganhará uma versão para o cinema em formato de filme-concerto. O projeto será dirigido por Brady Corbet, responsável por “O Brutalista”, longa que recebeu três estatuetas no Oscar de 2025. Foto: Reprodução/Instagram -
Nascido em 14 de maio de 1952, em Dumbarton, na Escócia, David Byrne mudou-se ainda criança com a família para o Canadá e, posteriormente, para os Estados Unidos. Sua trajetória artística ganhou impulso na década de 1970, quando estudava na Rhode Island School of Design e começou a desenvolver projetos musicais. Em Nova York, uniu-se a Chris Frantz e Tina Weymouth, formando o núcleo que daria origem ao Talking Heads. A banda surgiu em 1975 e rapidamente se destacou por combinar música, artes vis Foto: Domínio Público/Wikimedia Commons -
Com a entrada do guitarrista Jerry Harrison, o Talking Heads consolidou sua formação clássica e lançou, em 1977, seu primeiro álbum. Sob a liderança de Byrne, o grupo construiu uma sonoridade que incorporava punk, new wave, funk e ritmos africanos. Discos como “Fear of Music” e “Remain in Light” ampliaram a influência da banda na música contemporânea. Canções como “Psycho Killer”, “Once in a Lifetime” e “Burning Down the House” se tornaram alguns dos principais símbolos de sua trajetória. Foto: Domínio Público/Wikimedia Commons -
Paralelamente ao trabalho com o Talking Heads, Byrne iniciou uma carreira marcada por colaborações e experiências em diferentes áreas. Em 1989, durante uma passagem pelo Brasil, descobriu o álbum “Estudando o Samba”, de Tom Zé, músico que naquele período enfrentava uma fase de pouca visibilidade e dificuldades para continuar trabalhando. Encantado com a originalidade do brasileiro, Byrne lançou em 1990, por sua gravadora Luaka Bop, a coletânea “The Best of Tom Zé: Massive Hits”. A iniciativa aju Foto: Sérgio Savarese/Wikimedia Commons -
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Após o fim do Talking Heads, no início dos anos 1990, Byrne ampliou ainda mais sua atuação como artista solo. Ele lançou discos influenciados por ritmos latino-americanos e africanos, além de desenvolver trabalhos em cinema, teatro e artes visuais. Também se destacou como compositor de trilhas, incluindo a música de “O Último Imperador”, de Bernardo Bertolucci, trabalho que lhe rendeu o Oscar de melhor trilha sonora. A criação da Luaka Bop reforçou ainda sua atuação na divulgação de artistas de Foto: livepict.com/Wikimedia Commons -
Nas décadas seguintes, Byrne continuou a explorar novas formas de apresentação e interação com o público. Em 2018, lançou “American Utopia”, álbum que deu origem a uma turnê mundial e, posteriormente, a um espetáculo da Broadway. A montagem foi dirigida por Alex Timbers e transformada em filme por Spike Lee, ampliando o alcance do projeto. A produção também consolidou a reputação de Byrne como um artista interessado em romper as fronteiras tradicionais entre música, teatro e performance. Foto: Dirk Haun/Wikimedia Commons -
Em 2025, Byrne lançou “Who Is the Sky?”, seu nono álbum solo, dando continuidade a uma carreira construída sobre experimentação e diferentes linguagens artísticas. O trabalho contou com participações de nomes como St. Vincent, Hayley Williams e Tom Skinner e serviu de base para uma nova turnê internacional. Ao longo de quase cinco décadas, Byrne acumulou reconhecimento no cinema, na música e no teatro, além de integrar o Rock & Roll Hall of Fame como integrante do Talking Heads. Sua trajetória p Foto: Mainlymazza/Wikimedia Commons -