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China investiu mais de R$ 400 bilhões e conseguiu reduzir em 85% os sedimentos do Rio Amarelo, um dos rios mais turvos do mundo
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Os registros indicam que a média passou de cerca de 1,6 bilhão de toneladas por ano, entre 1919 e 1959, para aproximadamente 240 milhões entre 2000 e 2020. A mudança resulta de uma combinação entre grandes obras de engenharia com investimento de US$ 80 bilhões (cerca de R$ 412 bilhões) e programas de recuperação da cobertura vegetal. Foto: Reprodução/New China TV -
Uma nova fase ganhou força em 1999, com a criação do programa "Grain for Green". A iniciativa retirou áreas agrícolas vulneráveis à erosão e promoveu sua conversão em florestas, vegetação arbustiva e pastagens. Até 2020, o programa alcançou cerca de 34,3 milhões de hectares e recebeu investimentos governamentais de centenas de bilhões de yuans. Foto: Wikimedia Commons/Windmemories -
A recuperação vegetal ajudou a proteger os solos, pois raízes aumentam a estabilidade do terreno e a cobertura da superfície reduz o impacto direto das chuvas. Grande parte do material que alimentava a turbidez do Rio Amarelo vinha do Planalto de Loess, região marcada por solos extremamente suscetíveis à erosão. Foto: Wikimedia Commons/Till Niermann -
Com menos partículas chegando aos cursos d'água, trechos do rio também passaram por uma mudança visível em sua aparência. Em algumas áreas, a tonalidade intensamente amarelada deu lugar a águas mais pardas ou esverdeadas. Foto: Wikimedia Commons/Windmemories -
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Apesar dos resultados, o controle do sistema trouxe desafios e não eliminou todos os problemas da bacia. Em 1997, por exemplo, o Rio Amarelo deixou de alcançar o mar durante 226 dias, após longos trechos do canal secarem. O episódio obrigou as autoridades a rever a administração da água e reforçou os riscos de interferências em sistemas naturais de grande escala. Foto: Kris Tian/Unsplash -
A experiência chinesa mostra que políticas ambientais e obras de infraestrutura podem modificar profundamente uma paisagem, mas seus efeitos exigem acompanhamento permanente. O futuro do Rio Amarelo dependerá da manutenção dessas medidas e do equilíbrio entre a conservação do solo, a gestão da água e a capacidade das estruturas construídas ao longo da bacia. Foto: Reprodução/Unsplash