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Fernando Pessoa e suas muitas faces: conheça heterônimos que marcaram sua obra
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Fernando Pessoa passou boa parte da infância e da adolescência em Durban, na África do Sul, onde viveu com a mãe, Maria Madalena Pinheiro Nogueira Pessoa, e o padrasto, João Miguel Rosa, que exercia funções diplomáticas como cônsul de Portugal na cidade. Foto: Domínio Público/Wikimédia Commons -
Os anos vividos na África do Sul deram a Fernando Pessoa uma sólida formação em língua inglesa. Órfão de pai desde os cinco anos, o poeta também enfrentou ainda jovem a morte de duas irmãs. Essas perdas familiares são frequentemente relacionadas ao tom melancólico presente em parte de sua obra. Foto: Reprodução Casa Fernando Pessoa -
Antes de retornar a Lisboa, ainda adolescente, Fernando Pessoa, que perdera o pai aos cinco anos, também enfrentou a morte de duas irmãs ainda pequenas. Essas perdas marcaram sua juventude e são frequentemente associadas à melancolia presente em parte de sua obra literária. Foto: Reprodução do livro O Poeta Fingidor -
A criação de heterônimos é uma das marcas mais características da obra de Fernando Pessoa. Ao longo da vida, o escritor criou dezenas de personalidades literárias, cada uma com biografia, estilo e visão de mundo próprios. Estudos apontam que esses nomes podem chegar a mais de 70. Foto: Flickr jordi Doria Vidal -
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O primeiro personagem literário criado por Fernando Pessoa teria sido “um certo Chevalier de Pas”, aos seis anos de idade, conforme ele próprio relatou em uma carta ao poeta e crítico Adolfo Casais Monteiro. Pessoa contou que escrevia cartas desse personagem para si mesmo. Foto: Flickr Bruno Emanuel da Graça -
A carta integra o acervo da biblioteca da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. Ainda nos primeiros anos de vida, Pessoa já escrevia poemas, revelando precocemente a vocação literária que o acompanharia até sua morte, em 30 de novembro de 1935, aos 47 anos. Foto: José Frade/Wikimedia Commons -
Após atuar como crítico literário, Fernando Pessoa participou, em 1915, da criação da revista Orpheu, um dos marcos do modernismo português. A publicação reuniu importantes nomes da literatura e das artes, entre eles Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros. Foto: Domínio Público -
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Embora tenha tido apenas duas edições, a revista Orpheu provocou forte impacto na cultura portuguesa. O movimento ligado à publicação, conhecido como Orfismo, rompeu com padrões da literatura tradicional e tornou-se um marco da primeira fase do Modernismo em Portugal. Foto: - Flickr Livraria Rio Antigo -
Nas duas edições da revista Orpheu, Fernando Pessoa publicou textos em seu próprio nome e também assinados por Álvaro de Campos, um de seus mais célebres heterônimos. O personagem tornou-se uma das figuras centrais do universo literário criado pelo poeta. Foto: Reprodução do Flickr Nathalie -
Em 1924, Fernando Pessoa fundou, com Ruy Vaz, a revista Athena, dedicada às artes e à literatura. Nela, publicou textos em seu próprio nome e também de alguns de seus principais heterônimos, como Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis. Foto: Reprodução Casa Fernando Pessoa -
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A dedicação à heteronímia é uma característica marcante da obra de Fernando Pessoa. Seus principais heterônimos possuem biografias, personalidades e estilos literários próprios, tão bem definidos que o próprio Pessoa — o chamado “ortônimo” — parece integrar esse universo como mais uma voz poética. Foto: Reprodução Casa Fernando Pessoa -
Além de Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis, outra personalidade literária de destaque criada por Fernando Pessoa é Bernardo Soares. Autor do Livro do Desassossego, ele foi definido pelo próprio Pessoa como um “semi-heterônimo”, por apresentar uma personalidade não inteiramente diferente da sua. Foto: Reprodução Casa Fernando Pessoa -
Os estudiosos classificam Bernardo Soares como um semi-heterônimo, por não possuir uma identidade totalmente distinta da de Fernando Pessoa. O próprio escritor definiu a personalidade de Soares como uma “simples mutilação” da sua, preservando características muito próximas às do autor. Foto: Reprodução Facebook Viajar em Portugal -
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Alberto Caeiro, a quem Pessoa atribuiu datas de nascimento e morte, assim como fez com outros heterônimos, é apresentado como um poeta ligado ao campo, de pouca instrução formal e linguagem simples. A ele é atribuída a autoria do conjunto de poemas O Guardador de Rebanhos. Foto: Reprodução Casa Fernando Pessoa -
Álvaro de Campos é um dos mais famosos heterônimos de Fernando Pessoa. Apresentado como engenheiro naval, teria nascido em Tavira, em 1890, e estudado na Escócia. Sua poesia passou por diferentes fases, indo do entusiasmo com a modernidade e as máquinas à angústia, ao desencanto e à reflexão sobre a existência. Foto: Reprodução Casa Fernando Pessoa -
De Ricardo Reis, Fernando Pessoa “revelou” a data de nascimento, mas não a de sua morte. Décadas depois, o escritor português José Saramago imaginou o destino do heterônimo no romance O Ano da Morte de Ricardo Reis, que acompanha seus últimos meses de vida. Foto: Reprodução Casa Fernando Pessoa -
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O único livro de poesia em português publicado por Fernando Pessoa em vida foi Mensagem, lançado em 1º de dezembro de 1934, menos de um ano antes da morte do poeta. A obra reúne poemas que revisitam a história, os símbolos e os mitos de Portugal. Foto: Fernando Pessoa - Divulgação -
Entre os 44 poemas de Mensagem está Mar Português, um dos mais conhecidos de Fernando Pessoa. É dele um dos versos mais célebres do poeta: “Valeu a pena? Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena”, que se tornou uma das passagens mais lembradas de sua obra. Foto: - Divulgação