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Vida e obra de Gilberto Gil viram espetáculo musical em São Paulo
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Em vez de seguir uma narrativa estritamente cronológica, o espetáculo utiliza lembranças e acontecimentos de diferentes períodos para construir o percurso biográfico do músico. Um dos momentos escolhidos como eixo da narrativa é o período em que Gil viveu em Londres durante o exílio. A narrativa chega também às origens do artista em Ituaçu, município do interior da Bahia onde ele passou parte da infância. De lá, a história acompanha sua aproximação com a cena cultural de Salvador e, posteriormen Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil -
Nascido em Salvador, em 26 de junho de 1942, Gilberto Passos Gil Moreira passou parte da infância em Ituaçu, no interior da Bahia. Ainda menino, aproximou-se da música e começou a estudar acordeão, instrumento que marcou sua formação inicial. A influência de Luiz Gonzaga esteve entre as referências desse período, antes de o artista descobrir a bossa nova e ampliar seus horizontes musicais. Foto: Claudio Maranhão/Flickr -
Na década de 1960, Gil deixou o acordeão em segundo plano e adotou o violão, aproximando-se de uma linguagem musical que combinava diferentes tradições brasileiras. Em Salvador, tornou-se parte de um ambiente artístico que reunia nomes como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa e Tom Zé. A mudança para o eixo Rio-São Paulo ampliou sua projeção, especialmente com sua participação nos festivais de música popular. Foto: Instagram @galcosta -
Gil foi um dos protagonistas do Tropicalismo, movimento que promoveu uma renovação estética na música brasileira no fim dos anos 1960. Ele ganhou forma em “Domingo no Parque”, apresentada no Festival da Record de 1967, em uma combinação de música brasileira, berimbau e guitarra elétrica. No ano seguinte, “Geleia Geral”, parceria com Torquato Neto, tornou-se uma das faixas de destaque de “Tropicália ou Panis et Circencis”, disco-manifesto do movimento. Gil também assinou com Caetano Veloso cançõe Foto: Divulgação -
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De volta ao Brasil, Gilberto Gil iniciou uma fase de intensa produção e ampliou ainda mais a diversidade de sua obra. Álbuns como “Expresso 2222” (1972) e “Refazenda” (1975) mostraram sua capacidade de aproximar referências nordestinas, samba, rock e novas sonoridades. Em “Realce” (1979), incorporou com destaque elementos do reggae, enquanto “Palco”, lançada no mesmo período, tornou-se uma de suas canções mais conhecidas. Paralelamente à carreira musical, Gil ingressou na política e foi eleito v Foto: Divulgação -
Em 2003, assumiu o Ministério da Cultura no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, permanecendo no cargo até 2008. Durante sua gestão, procurou ampliar a discussão sobre políticas culturais e sobre o próprio conceito de cultura brasileira. Estudos sobre o período destacam a relação entre sua experiência artística, sua visão de diversidade cultural e as iniciativas desenvolvidas à frente do ministério. A trajetória do artista ganhou ainda uma dimensão institucional na literatur Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil -
Na vida pessoal, Gilberto Gil teve três casamentos e oito filhos. Sua primeira união foi com Belina Aguiar, com quem teve Nara e Marília; posteriormente, casou-se com Sandra Gadelha, mãe de Pedro (1970 - 1990), Preta (1974 - 2025) e Maria. Desde 1988, o músico é casado com Flora Gil (foto), união que teve como frutos Bem, Bela e José. Foto: Reprodução/Instagram -