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Após disputa por herança, casa de Gal Costa é vendida por R$ 6,7 milhões
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Gabriel da Costa Penna Burgos, filho de Gal, e Wilma Petrillo, viúva da artista, dividirão igualmente o valor obtido com a casa. Além disso, eles também repartiram recursos de outros bens, incluindo dois carros e obras de arte. Gabriel ficará ainda com os direitos sobre a obra da cantora, permitindo o encerramento do inventário e dando fim à disputa por herança da artista. Foto: Reprodução/Instagram -
Maria da Graça Costa Penna Burgos, a Gal Costa, nasceu em Salvador no dia 26 de setembro de 1945. Ela iniciou a trajetória artística na década de 1960, com a estreia profissional tendo ocorrido em 1964, no Teatro Vila Velha, no espetáculo “Nós, por exemplo...”, ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé. A experiência aproximou a cantora de alguns dos nomes que iriam transformar a música brasileira. Foto: Brunno Marchetti - Flickr -
A aproximação com Caetano e Gil foi decisiva para a participação de Gal no movimento tropicalista, que rompeu convenções estéticas e musicais no fim dos anos 1960. Ela esteve entre os intérpretes de “Tropicália ou Panis et Circencis”, álbum lançado em 1968 e que é considerado um dos registros fundamentais do movimento. Sua voz ganhou destaque em canções como “Baby” e “Divino, maravilhoso”, consolidando uma identidade artística própria. Foto: Branca Dias - Flickr -
Ao longo dos anos 1970, Gal ampliou seu repertório e passou a transitar por diferentes vertentes da música brasileira. Discos como “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor” (registro ao vivo da série de shows), “Índia”, de 1973, “Água Viva”, de 1978, e “Gal Tropical”, de 1979, mostraram a capacidade da cantora de combinar referências populares, elementos da bossa nova e experiências ligadas à Tropicália. O quarto trabalho também ajudou a ampliar sua projeção fora do país, com apresentações internacionais. Foto: Arquivo Nacional -
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Outro capítulo importante ocorreu em 1976, quando Gal se reuniu a Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia para formar o Doces Bárbaros. O grupo realizou uma série de shows, que tiveram registro em um documentário de Jom Tob Azulay, além de registro em disco, tornando-se uma referência na história da música brasileira. A parceria evidenciava também a ligação de Gal com uma geração de artistas baianos que havia renovado a produção cultural do país. Foto: Instagram @galcosta -
Nas décadas seguintes, a cantora continuou renovando seu repertório sem abandonar as características que marcaram seu estilo. Gal interpretou compositores de diferentes gerações e gravou obras de nomes como Tom Jobim, Chico Buarque, Cazuza e Ana Carolina. Ela também participou de projetos como o Acústico MTV, em 1997, reafirmando sua capacidade de dialogar com públicos e linguagens musicais distintos. Foto: Marcos Hermes/Divulgação -
Gal Costa morreu em São Paulo, em 9 de novembro de 2022, aos 77 anos, vítima de um infarto agudo no miocárdio. Ao longo de quase seis décadas de carreira, construiu uma obra marcada pela diversidade de repertório, pela precisão vocal e disposição para experimentar novas sonoridades. Sua trajetória deixou registros em diferentes fases da MPB e consolidou seu nome entre as principais intérpretes da música brasileira. Foto: Julia Rodrigues/Divulgação -