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Há 64 anos, baterista Ringo Starr fazia sua estreia oficial nos Beatles
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Nascido Richard Starkey, em Liverpool, em 7 de julho de 1940, Ringo teve uma infância marcada por problemas de saúde e longas internações. Ainda adolescente, descobriu na bateria uma forma de se aproximar da música e decidiu seguir o instrumento profissionalmente. No fim dos anos 1950, integrou diferentes grupos do circuito de rock de Liverpool. Em 1959, passou a tocar com Rory Storm and the Hurricanes, banda que ganhou destaque na cena local. Foto: Reprodução/@ringostarrmusic -
Foi justamente com os Hurricanes que Ringo chamou a atenção dos Beatles, que já haviam cruzado com ele em apresentações na Inglaterra e em Hamburgo, na Alemanha. Sua experiência como músico profissional pesou na escolha quando o empresário da banda, Brian Epstein, decidiu substituir Pete Best. A troca não ocorreu sem resistência: parte dos fãs de Best reagiu com hostilidade à mudança. Mesmo assim, Ringo rapidamente se integrou ao grupo e participou da transformação dos Beatles em fenômeno mundia Foto: Divulgação -
A contribuição de Ringo para os Beatles foi além de simplesmente ocupar o posto de baterista. Seu estilo econômico, preciso e voltado para a música ajudou a estabelecer a identidade rítmica do grupo. Em vez de buscar protagonismo, ele privilegiava a sustentação das canções, característica que seria reconhecida por outros músicos ao longo das décadas. O Hall da Fama do Rock and Roll, em Ohio, nos Estados Unidos, destaca justamente sua combinação de regularidade, musicalidade e discrição como uma Foto: Autor Desconhecido/Wikimedia Commons -
Durante os anos de maior popularidade da banda, Ringo também ganhou espaço como cantor e intérprete. Canções como “Yellow Submarine” e “With a Little Help from My Friends” deram a ele momentos de protagonismo em meio ao repertório dominado pelas composições de Lennon e McCartney. Paralelamente, participou dos filmes dos Beatles e desenvolveu uma presença cênica marcada pelo humor e pela espontaneidade. Foto: Domínio Público/Wikimedia Commons -
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A trajetória com os Beatles terminou em 1970, mas Ringo não abandonou a música. Ainda naquele ano, lançou o álbum “Sentimental Journey”, seguido por “Beaucoups of Blues”, e construiu uma carreira solo que incluiu sucessos como “It Don't Come Easy”, “Photograph” e “You're Sixteen”. Foto: slgckgc/Wikimedia Commons -
Ao longo das décadas, ele também colaborou com antigos companheiros de banda, especialmente George Harrison e Paul McCartney. A carreira posterior reforçou sua condição de músico independente, e não apenas de ex-integrante dos Beatles. Foto: Reprodução/Instagram -
Em 1989, Ringo criou a All-Starr Band, projeto que passou a reunir diferentes músicos em turnês nas quais cada integrante apresentava canções de sua própria trajetória. A formação se tornou uma das principais atividades de sua carreira nas décadas seguintes e manteve o baterista ligado aos palcos. Em 2015, Ringo foi incluído individualmente no Hall da Fama do Rock and Roll, recebido por Paul McCartney. Ele foi o último dos quatro Beatles a entrar na galeria da instituição como artista solo. Foto: Eva Rinaldi/Wikimedia Commons -