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Guarda Suíça: história e curiosidades da tropa que protege o papa
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O Papa é o chefe de Estado do Vaticano, o menor país do mundo em extensão territoria e um dos menos populosos, com cerca de mil habitantes. Enclave dentro de Roma e sede da Igreja Católica, o Estado da Cidade do Vaticano foi criado em 1929, a partir do Tratado de Latrão firmado entre a Santa Sé e a Itália. Foto: Maik por Pixabay -
A Guarda Suíça Pontifícia é responsável pela proteção do papa, de sua residência e dos acessos ao Vaticano. Apesar dos tradicionais uniformes, alabardas e espadas, sua função não é apenas cerimonial: os integrantes recebem treinamento de segurança e também utilizam armamento moderno. Foto: Paul Ronga/Wikimédia Commons -
A Guarda Suíça difere da Gendarmaria Vaticana, força policial responsável pela segurança pública, pela manutenção da ordem e pelo cumprimento das leis no território do Vaticano. A Gendarmaria também atua na prevenção e investigação de crimes. Foto: Gaspard Miltiade/Wikimedia Commons -
A Guarda Suíça foi criada mais de quatro séculos antes do surgimento do Estado da Cidade do Vaticano. Fundada em 1506 por determinação do papa Júlio II, a tropa nasceu em uma época em que mercenários suíços eram muito valorizados na Europa por sua capacidade militar. Foto: Willem van de Poll /Wikimédia Commons -
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Os guardas são conhecidos pelos uniformes em azul, vermelho e amarelo, reformulados em 1914 pelo comandante Jules Repond, com inspiração renascentista. Ao contrário de uma crença popular, eles não foram criados por Michelangelo. A Guarda também acompanha o papa em viagens e forma guardas de honra em visitas oficiais. Foto: Alberto Luccaroni/Wikimédia Commons -
Os soldados da Guarda Suíça também atuam nos acessos ao Vaticano e acompanham o pontífice em seus deslocamentos. Durante a Sé Vacante, período entre a morte ou renúncia de um papa e a eleição de seu sucessor, a Guarda Suíça participa da segurança do conclave e do Colégio dos Cardeais. Foto: Reprodução do Instagram @guardiasvizzerapontificia -
O nome da Guarda vem de sua própria origem: em 1506, o papa Júlio II recrutou soldados suíços para sua proteção. Na época, mercenários suíços tinham grande prestígio militar e eram contratados por diferentes reinos e Estados europeus, especialmente por sua disciplina e habilidade em combate. Foto: Dnalor 01/Wikimédia Commons -
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O primeiro contingente da Guarda Suíça chegou a Roma em 1506, formado por 150 soldados comandados pelo capitão Kaspar von Silenen. Posteriormente, os integrantes da tropa receberam o título honorífico de “Defensores da Liberdade da Igreja”. Foto: Domínio Público/Wikimédia Commons -
Um dos episódios mais marcantes de sua história ocorreu em 6 de maio de 1527, durante o chamado Saque de Roma. Tropas do imperador Carlos V, do Sacro Império Romano-Germânico, invadiram a cidade e colocaram em risco o papa Clemente VII e o Vaticano. Foto: domínio Público/Wikimédia Commons -
Durante o ataque, 147 dos 189 guardas suíços que defendiam o papa morreram. O sacrifício da tropa permitiu que Clemente VII escapasse pelo Passetto di Borgo e se refugiasse no Castelo de Sant’Angelo, acompanhado pelos 42 guardas sobreviventes. Foto: Flickr Martin -
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Em memória do episódio, a Guarda Suíça realiza todos os anos, em 6 de maio, uma cerimônia que recorda os soldados mortos no Saque de Roma. A data também é tradicionalmente marcada pelo juramento dos novos integrantes da corporação. Foto: Reprodução do Instagram@guardiasvizzerapontificia -
Nessa data, os novos recrutas participam da tradicional cerimônia de juramento no Vaticano, comprometendo-se a servir fielmente ao papa e, se necessário, sacrificar a própria vida para protegê-lo. Foto: Reprodução do Instagram@guardiasvizzerapontificia -
A Guarda Suíça é uma das menores forças militares do mundo, com pouco mais de uma centena de integrantes. Para ingressar, é preciso ser homem, cidadão suíço, católico praticante e ter concluído a formação militar básica na Suíça, além de atender a requisitos de idade, altura e escolaridade. Foto: Imagem gerada por i.a -