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Estudante irlandesa de 18 anos ganha prêmio internacional por criar tecnologia para degradar microplásticos
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O material criado pela estudante se decompõe em aproximadamente duas semanas e, nesse processo, libera substâncias que podem atuar sobre partículas de PET presentes nas proximidades. Assim, a proposta não se limita a produzir uma alternativa ao plástico tradicional, mas tenta fazer com que o próprio material ajude a reduzir resíduos já existentes. Foto: Divulgac?a?o/Earth Prize -
A inspiração surgiu a partir de outro projeto, em uma feira de ciência para estudantes do ensino médio, no qual Satheesh criou um equipamento para identificar contaminantes na água destinada ao consumo. A experiência mostrou que localizar a poluição não bastava e levou a estudante a buscar uma forma de combatê-la. Foto: Divulgac?a?o/Earth Prize -
Um dos principais obstáculos apareceu logo no início, pois a enzima necessária para os testes tinha custo elevado e era difícil de encontrar. Três miligramas da substância chegavam a custar US$ 2.500 (equivalente a R$ 12,8 mil). Com auxílio do ChatGPT, a jovem localizou instituições que trabalhavam com a enzima e entrou em contato com pesquisadores em busca de colaboração. Foto: Divulgac?a?o/Earth Prize -
Após várias respostas negativas, conseguiu apoio de Kevin O'Connor, do centro irlandês BiOrbic, que providenciou amostras vindas da Dinamarca e da Alemanha. Os testes colocaram o Eco Purge em contato com microplásticos em água doce, água salgada e solo por seis semanas. Foto: Reprodução/Magnific -
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Ao fim do experimento, tanto o bioplástico quanto os resíduos testados apresentaram degradação. A tecnologia, contudo, ainda precisa superar limitações antes de chegar ao mercado. A enzima estudada atua sobre o PET e não elimina todos os tipos de microplásticos, além de perder eficiência quando se dispersa em grandes ambientes naturais. Foto: Magnific/frimufilms -
O processo industrial também exige cautela, já que temperaturas elevadas podem danificar as enzimas. Agora, com o prêmio de US$ 12,5 mil (em torno de R$ 63,8 mil) em mãos, Satheesh pretende aperfeiçoar a solução e buscar sua aplicação em embalagens, sacos de lixo e outros bioplásticos nos próximos anos. Foto: Divulgac?a?o/Earth Prize