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Símbolo geográfico e tesouro ambiental: Pico da Neblina é o ponto mais alto do Brasil
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A montanha situa-se dentro do Parque Nacional do Pico da Neblina, unidade de conservação criada em 1979 para proteger uma extensa área de floresta amazônica ainda pouco alterada pela ação humana, reconhecida pela riqueza biológica e pela presença de espécies raras e endêmicas. O pico tem rica biodiversidade e ecossistemas únicos de floresta tropical e vegetação de altitude. Foto: Divulgação/Paulo Rezende FAB -
O acesso ao local permaneceu restrito durante décadas por razões ambientais e estratégicas, já que a região também integra territórios tradicionais da Terra Indígena Yanomami, para quem a montanha possui grande valor espiritual e cultural para os povos originários, sendo conhecida como Yaripo, a “montanha dos ventos”. Foto: Wikimedia Commons/Michellblind -
Mesmo atualmente, a visitação ocorre de forma controlada e exige autorização oficial e acompanhamento especializado, pois a subida até o cume envolve vários dias de deslocamento por rios e trilhas fechadas no interior da floresta. O governo brasileiro mantém regras estritas com o intuito de proteger o solo frágil e as espécies endêmicas que habitam as encostas. Foto: Reproduc?a?o/TV Band -
As condições climáticas apresentam alta umidade nas áreas mais baixas e temperaturas relativamente mais frias nas partes elevadas, o que torna a expedição exigente do ponto de vista físico e logístico, especialmente por causa das chuvas frequentes. Foto: Divulgac?a?o/Vanessa Marino -
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Durante muito tempo, o Pico da Neblina permaneceu pouco conhecido fora da região amazônica, e apenas após levantamentos cartográficos mais precisos no século 20 sua altitude recebeu confirmação oficial, consolidando sua posição como o ponto culminante do território brasileiro. Foto: Divulgac?a?o/Vanessa Marino -
Desde então, o local passou a simbolizar não apenas um marco geográfico nacional, mas também um dos destinos mais desafiadores do montanhismo no país e uma das expressões mais impressionantes da grandiosidade natural da Amazônia. Foto: Divulgac?a?o/Vanessa Marino