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Pesquisa revela que fósseis de 544 milhões de anos não pertenciam aos primeiros animais da Terra
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Durante anos, pesquisadores acreditaram que algumas estruturas presentes nas rochas de Corumbá representavam trilhas produzidas por pequenos animais que já exploravam o fundo do mar há aproximadamente 544 milhões de anos. Essa interpretação ajudava a explicar o início da ocupação dos sedimentos marinhos e a transição entre os períodos Pré-Cambriano e Cambriano. Foto: Reproduc?a?o/Bruno Becker-Kerber/Harvard University via Jornal da Unesp -
No entanto, um novo estudo da Universidade de Harvard, que contou com participação do pesquisador brasileiro Lucas Veríssimo Warren, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), revisou essa hipótese utilizando equipamentos muito mais avançados. Foto: Somesh Kesarla Suresh/Unsplash -
Os exames permitiram observar detalhes microscópicos preservados nas rochas sem danificar as amostras, incluindo paredes celulares e estruturas incompatíveis com organismos capazes de escavar sedimentos. Outro fator importante foi a datação precisa das rochas por meio de uma camada de cinzas vulcânicas, que indicou idade próxima de 544 milhões de anos. Foto: KKOLOSOY/Pixabay -
"Essa região já havia sido habitada por diferentes gerações de organismos, algumas inclusive que foram extintas", ressalta o pesquisador brasileiro. Segundo Warren, além de corrigir interpretações anteriores, a pesquisa estabelece critérios mais confiáveis para identificar fósseis semelhantes e amplia o conhecimento sobre os primeiros capítulos da vida na Terra. Foto: Pexels/Zelch Csaba -