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Projeto na Inglaterra transformou antiga mina abandonada em cúpulas hexagonais que viraram símbolo de sustentabilidade
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As estruturas têm um formato geodésico e utilizam uma combinação de elementos hexagonais e triangulares para distribuir as cargas de maneira eficiente. Essa configuração proporciona uma resistência elevada sem exigir grandes quantidades de material, criando uma aparência leve e futurista. Alguns dos hexágonos externos alcançam cerca de 11 metros de largura, enquanto os triângulos reforçam a estabilidade do conjunto. Foto: Reproduc?a?o/YouTube -
O resultado é uma construção que parece repousar suavemente sobre a antiga mina, embora esteja firmemente conectada a fundações projetadas para suportar ventos fortes e variações climáticas. Grande parte desse efeito visual deve-se ao uso do ETFE, um polímero transparente empregado no revestimento dos domos. Muito mais leve que o vidro, o material é extremamente resistente e tem uma ótima transmissão de luz natural, além de grande durabilidade. Foto: Wikimedia Commons/Gunnar Klack -
O ETFE também contribui para o controle térmico dos ambientes internos e reduz a necessidade de manutenção frequente, características fundamentais para uma estrutura dessa dimensão. Dentro dos biomas, visitantes encontram espécies vegetais provenientes de diferentes regiões do planeta. Foto: Delphiniums at the Eden Project by Steve Daniels -
Ambientes tropicais e mediterrâneos reproduzem condições climáticas específicas que permitem o desenvolvimento de plantas normalmente encontradas em locais muito distantes entre si. Essa diversidade transforma o complexo em um espaço de aprendizado e contemplação, onde ciência, natureza e engenharia coexistem de forma integrada. Foto: Mediterranean Biome at the Eden Project by Gareth James -
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Mais do que uma obra arquitetônica impressionante, o Eden Project se tornou uma referência internacional em arquitetura sustentável ao demonstrar que áreas industriais degradadas podem ganhar novas funções por meio de soluções inovadoras de engenharia e design. Foto: Reproduc?a?o/YouTube -
Desde sua inauguração, em 2001, o complexo passou a inspirar arquitetos, urbanistas e ambientalistas interessados em projetos capazes de unir eficiência estrutural, baixo impacto ambiental e valorização da paisagem. Grande parte do sucesso do projeto está associado ao uso da geometria geodésica, conceito popularizado pelo inventor e arquiteto estadunidense Buckminster Fuller. Foto: Reproduc?a?o/YouTube -
Fuller acreditava que estruturas inspiradas em padrões geométricos da natureza poderiam oferecer máxima resistência com o mínimo de material. Esse princípio permite criar espaços amplos sem a necessidade de colunas internas, reduzindo peso e consumo de recursos. Foto: Reproduc?a?o/YouTube -
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Uma curiosidade interessante é que as cúpulas geodésicas estão entre as estruturas mais eficientes já desenvolvidas pelo ser humano. Quanto maior seu tamanho, maior tende a ser sua eficiência estrutural em relação à quantidade de material utilizada. Foto: Eden Project bubbles by Philip Jeffrey -
Essa característica levou à aplicação do conceito em estufas, centros de pesquisa, instalações militares, pavilhões de exposições e até projetos espaciais. A própria agência espacial dos Estados Unidos (NASA) estudou essas estruturas para possíveis habitats em outros planetas. Foto: Reproduc?a?o/YouTube -
O impacto do Eden Project ultrapassou os limites da Cornualha. Diversos empreendimentos ao redor do mundo passaram a adotar elementos semelhantes, como o Gardens by the Bay, em Singapura, que combinam grandes estufas climatizadas com tecnologias sustentáveis, e o Biodôme de Montreal, no Canadá, que recria diferentes ecossistemas em ambientes controlados para fins educativos e científicos. Foto: Sergio Sala/Unsplash -
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Mais do que um conjunto de biomas, o Eden Project se consolidou como um símbolo da arquitetura do século 21, provando que sustentabilidade, inovação tecnológica e formas inspiradas na natureza podem trabalhar em harmonia para transformar espaços e redefinir a relação entre construção e meio ambiente. Foto: Reproduc?a?o/YouTube