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Especialistas contestam bolsa de ‘couro de T. rex’ exibida em museu de Amsterdã
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No início dos anos 2000, a paleontóloga Mary Schweitzer anunciou a descoberta de possíveis vestígios de tecido mole e fragmentos de proteínas preservados dentro de ossos do animal, algo considerado improvável para um organismo extinto há cerca de 66 milhões de anos. Desde então, a interpretação desses achados divide especialistas. Alguns acreditam que os fragmentos sejam autênticos, enquanto outros defendem que possam ter origem em bactérias ou outros processos naturais. Foto: Richard Martin/Unsplash -
Com base nesses dados controversos, cientistas ligados à empresa The Organoid Company desenvolveram uma sequência proteica artificial. Para isso, utilizaram os fragmentos encontrados nos fósseis e recorreram à inteligência artificial para preencher as lacunas existentes. Como as aves são os parentes vivos mais próximos dos dinossauros, proteínas de frango serviram como referência para a construção do material utilizado no couro cultivado em laboratório. Foto: Reprodução/YouTube ATP -
Especialistas da área de paleoproteômica (a técnica de extração e sequenciamento de proteínas antigas preservadas em fósseis e restos subfósseis) observam, porém, que a maior parte da composição (90%) criada deriva de modelos modernos, especialmente de galinhas, e não de proteínas genuínas de T. rex. Foto: Reprodução/YouTube ATP -
Por esse motivo, há consenso de que a bolsa não contém material autêntico de dinossauro, embora represente um experimento tecnológico inovador. Mesmo cercado de controvérsias, o projeto destaca os avanços da biotecnologia aplicada à produção de couro sintético e mostra como o fascínio pelos dinossauros continua forte décadas após a popularização de obras como "Jurassic Park". Foto: Reprodução/YouTube ATP -
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Para os pesquisadores envolvidos, a iniciativa busca explorar novas possibilidades de materiais sustentáveis. "Acho que somos realmente gratos por essas críticas. Elas são a base da exploração científica... Acho que isso é o mais próximo que alguém já chegou — e provavelmente chegará — de criar algo que seja de T. rex", declarou Thomas Mitchell, CEO da The Organoid Company. Foto: Reprodução/YouTube ATP