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De rejeitada a heroína: saiba quem foi Tammie Jo Shults, piloto que salvou 148 vidas em um acidente aéreo
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Nascida em 1961, Tammie Jo Shults cresceu em um rancho próximo à Base Aérea de Holloman, no estado americano do Novo México, e desde criança desenvolveu uma fascinação por aviões. Durante os anos 1960, costumava observar as aeronaves militares cruzarem o céu acima da propriedade da família e sonhava em um dia pilotar caças. "Tammy, essas pessoas são muito inteligentes", respondeu sua mãe em uma oportunidade. Foto: Wikimedia Commons/USGOV-PD -
Enquanto ajudava nos trabalhos da fazenda, onde chegou a conduzir tratores ainda na infância, Shults recebeu dos pais o incentivo para buscar a profissão que desejasse, independentemente das barreiras impostas às mulheres da época. Mesmo assim, logo descobriu que seu objetivo encontraria resistência. Em atividades de orientação profissional, ouviu que pilotar aviões de combate não era uma carreira adequada para garotas. Em vez de desanimá-la, esse tipo de comentário fortaleceu sua determinação. Foto: Reprodução -
Após concluir os estudos universitários, Shults procurou ingressar na aviação militar, mas encontrou sucessivas recusas. Um recrutador da Força Aérea informou que mulheres não eram aceitas. Em outras tentativas, ouviu argumentos semelhantes e até alegações de que precisaria alcançar resultados superiores aos dos homens para conquistar uma vaga. Foto: Pexels/DUONG QUÁCH -
Persistente, ela continuou seus estudos e decidiu tentar novamente. Em meados da década de 1980, finalmente conseguiu ingressar na Marinha dos Estados Unidos, onde iniciou uma trajetória pioneira em um ambiente tradicionalmente masculino. Foto: Pexels/RDNE Stock project -
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Sua carreira militar foi marcada por conquistas importantes. Ela se tornou uma das primeiras mulheres a pilotar aeronaves táticas da Marinha e acumulou experiência em missões complexas. Também atuou como instrutora especializada em recuperação de aeronaves fora de controle, um treinamento que exigia sangue-frio, conhecimento técnico e tomada rápida de decisões. Foto: Wikimedia Commons/Thomas P. [Tom] Milne/Milne Photography -
Nessas operações, Shults levava aviões a situações extremas para ensinar outros pilotos a retomar o controle em circunstâncias críticas. Sem saber, essa experiência seria fundamental décadas mais tarde. Depois de cerca de dez anos de serviço militar, ela deixou a Marinha, constituiu família ao lado do marido — que também era piloto —, e ingressou na companhia aérea Southwest Airlines. Foto: Forsaken Films/Unsplash -
Sua carreira na aviação comercial transcorreu de forma discreta até 17 de abril de 2018, data que a transformaria em referência mundial de profissionalismo e liderança. Naquele dia, ela comandava o voo 1380 da Southwest entre Nova York e Dallas quando uma das pás do ventilador de um motor se rompeu em pleno voo. Foto: Wikimedia Commons/4300streetcar -
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Os fragmentos destruíram parte da estrutura da aeronave, atingiram uma janela e provocaram uma rápida despressurização da cabine a mais de dez mil metros de altitude. "(O avião) deslizou lateralmente, inclinou-se abruptamente em mergulho e fez uma curva repentina para a esquerda", relatou ela. Foto: Pexels/Nur Andi Ravsanjani Gusma -
A explosão causou fortes vibrações, fumaça e ruídos intensos, enquanto o avião perdia estabilidade. Apesar do cenário dramático, Shults manteve a calma e aplicou o treinamento adquirido ao longo de décadas. Mesmo com apenas um motor funcional, ela conduziu a aeronave até o aeroporto da Filadélfia e realizou um pouso de emergência bem-sucedido. Foto: Wikimedia Commons/National Transportation Safety Board -
"Sim, estamos sem uma parte do avião, então vamos precisar reduzir a velocidade", diz ela em um momento crítico. Graças à sua atuação e à cooperação da tripulação, 148 pessoas sobreviveram. Apenas uma passageira, Jennifer Riordan, morreu em consequência dos ferimentos sofridos após a ruptura da janela. Foto: Wikimedia Commons/National Transportation Safety Board -
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O episódio transformou Tammie Jo Shults em símbolo de competência, coragem e perseverança. Sua história reúne décadas de superação de preconceitos, dedicação à aviação e capacidade de liderança sob extrema pressão. "Quando você está no comando, quando esperam que seja um líder, o certo é manter a calma e enfrentar os problemas", afirmou a piloto que se aposentou em 2020. Foto: Arquivo Pessoal