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Explorador brasileiro refaz viagem de Charles Darwin pela Patagônia e lança livro sobre a expedição
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A jornada resultou no livro "Encontrando Darwin – Uma expedição pelos confins do mundo", de 284 páginas, publicado pela Editora Solisluna com apoio da National Geographic Society. A obra, que chega às livrarias no dia 22 de maio, reúne relatos da viagem, reflexões pessoais e observações sobre os cenários naturais que influenciaram Darwin no século 19. O autor fará um tour de lançamento por várias cidades do Brasil, incluindo Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Salv Foto: Divulgac?a?o/Diorginis Pandini -
Diferentemente das narrativas tradicionais de aventura, Pimenta decidiu retratar também seus momentos de vulnerabilidade emocional durante o percurso. O explorador contou que o isolamento extremo enfrentado em cidades austrais como Ushuaia provocou um forte desgaste psicológico após semanas de solidão e silêncio. Segundo o autor, a experiência serviu para desmontar a ideia romantizada do explorador invulnerável. Foto: Divulgac?a?o/Marcio Pimenta -
"Pensamos no Darwin como o senhor sábio de barba grisalha e estátua de sabedoria, mas antes disso ele viveu muitos transtornos emocionais e físicos porque tinha medo do que estava para revelar", explicou Pimenta. Ao revisitar locais mencionados nos cadernos do naturalista, o brasileiro também se impressionou com a permanência das paisagens descritas há mais de um século. Foto: Divulgac?a?o/Diorginis Pandini -
"Eu olhava para os diários dele e olhava para a paisagem tentando entender o que ele estava fazendo. Quando cheguei em Monte Hermoso, as camadas biológicas descritas por ele estavam exatamente lá. 150 anos para a Terra não são nada", descreveu. Foto: Divulgac?a?o/Marcio Pimenta -
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O livro também aborda questões contemporâneas relacionadas às mudanças climáticas e aos povos indígenas da Patagônia. Durante a expedição, o pesquisador analisou os registros históricos sobre comunidades como os Selk’nam e os Yámana, frequentemente descritos de maneira preconceituosa pelos viajantes europeus do século 19. Foto: Divulgac?a?o/Marcio Pimenta -
O brasileiro pondera que, embora os movimentos nativos contemporâneos avaliem os escritos daquele período com críticas severas ao anacronismo de certas expressões, Darwin manteve uma postura firmemente antirracista e utilizou essas memórias de estranhamento para concluir que a humanidade partilha da mesma igualdade. Foto: Julia Margaret Cameron/Wikimedia Commons -
A viagem ainda marcou uma mudança profunda na carreira do explorador brasileiro, que abandonou a área de Economia e o doutorado Relações Internacionais para se dedicar integralmente às expedições e à pesquisa histórica: "Não me reconheço mais apenas como fotógrafo. Esse livro é o início de uma nova fase como explorador." Foto: Divulgac?a?o/Diorginis Pandini -
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Inspirado pelas teorias evolucionistas, Pimenta já planeja um novo projeto no Vale do Rift, região da África considerada por muitos cientistas como o berço da humanidade. O objetivo da futura jornada será investigar as origens da espécie humana e compreender como populações espalhadas pelo planeta desenvolveram culturas, fronteiras e divisões ao longo da história. Foto: samson tarimo/Unsplash -
A passagem de Charles Darwin pela Patagônia ocorreu entre 1832 e 1834, durante a expedição do HMS Beagle. Na região, o então jovem cientista encontrou fósseis de grandes mamíferos extintos semelhantes a espécies ainda vivas na América do Sul. Essa descoberta o fez despertar questionamentos sobre transformação das espécies ao longo do tempo. Foto: Domínio público -
Darwin também observou diferenças entre animais da mesma família em áreas distintas da Patagônia, como variedades de emas sul-americanas. As formações geológicas locais reforçaram sua percepção de que a Terra possuía uma história muito antiga e dinâmica. O naturalista registrou ainda impressões sobre o clima hostil, o isolamento e a imensidão da paisagem patagônica. Foto: Andrew Shiva/Wikipedia/CC BY-SA 4.0 -
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O contato com comunidades indígenas da região também marcou seus relatos de viagem. Historiadores consideram que foi ali que começaram a surgir as primeiras bases de suas futuras ideias sobre a origem, adaptação e transformação das espécies, antes mesmo das observações feitas nas Ilhas Galápagos. Foto: Martin De Luca/Pixabay