Economia
Nova lei ambiental da União Europeia ameaça exportações de cacau da Costa do Marfim, principal produtor mundial
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Dados da organização britânica Trase apontam que menos da metade do cacau marfinense exportado possui origem identificável até as cooperativas de cultivo. O volume restante circula por uma rede complexa de intermediários, o que inviabiliza a fiscalização ambiental e o combate a práticas ilícitas, como o trabalho infantil. Foto: Reprodução/CGTN Africa -
A nova legislação europeia surge com o objetivo de frear a degradação florestal global, uma atividade que figura como a segunda maior propulsora das mudanças climáticas no planeta, superada apenas pela queima de combustíveis fósseis. Sob as novas regras, os importadores do bloco econômico precisam atestar que o cacau, além de outras commodities como soja e café, não provém de áreas desflorestadas. Foto: Kristiana Pinne/Unsplash -
No contexto marfinense, o histórico é alarmante, visto que o país perdeu quase 80% de sua cobertura florestal nas primeiras duas décadas deste século, com a expansão cafeeira e cacaueira como principal vetor dessa devastação. Atualmente, a redução no ritmo do desmatamento local reflete mais a escassez de florestas remanescentes do que o sucesso de políticas de preservação. Foto: Pexels/Valeria Drozdova -
Diante desse cenário, a transição para um modelo sustentável gera fortes tensões diplomáticas e econômicas em âmbito internacional. Nações exportadoras de grande porte, como Brasil, Estados Unidos e Indonésia, criticam as exigências europeias devido à complexidade operacional e aos elevados custos financeiros envolvidos, pressões que já resultaram em dois adiamentos no cronograma de aplicação da lei por parte da própria União Europeia. Foto: Magnific/Freepik -
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Embora as autoridades da Costa do Marfim trabalhem na criação de um mercado digitalizado para validar a trajetória do cacau, existe um temor global de impacto social negativo. Os países cultivadores apontam que a conta das reformas ecológicas pesa justamente sobre os agricultores mais vulneráveis, obrigados a se adaptar ao rigor dos blocos compradores. Foto: Reprodução/Insider Português -
Além de liderar o mercado mundial do produto e abastecer grande parte da indústria internacional de chocolate, a Costa do Marfim é um dos países mais importantes da África Ocidental pela diversidade cultural. Banhada pelo Oceano Atlântico, faz fronteira com países como Gana, Libéria, Mali e Burkina Faso. Foto: Pexels/Silvere Meya -
Colonizada pela França no século 19, a nação conquistou a independência em 1960 sob a liderança de Félix Houphouët-Boigny, primeiro presidente marfinense. A capital política é Yamoussoukro, conhecida pela gigantesca Basílica de Nossa Senhora da Paz, enquanto Abidjan concentra a maior parte da atividade econômica e urbana do país. Foto: Pexels/Silvere Meya -
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Café, óleo de palma, borracha e castanha de caju também possuem papel importante nas exportações do país. Apesar da riqueza agrícola, a Costa do Marfim enfrenta desafios relacionados à desigualdade social, desmatamento e instabilidade política em determinados períodos de sua história recente. Foto: Eva Blue/Unsplash -
A população reúne dezenas de grupos étnicos, entre eles os baoulés, senufôs, dioulas e bétés, cada um com costumes, idiomas e tradições próprios. O francês atua como língua oficial, herança do período colonial, mas muitos idiomas africanos permanecem presentes no cotidiano. Foto: Wikimedia Commons/Aman ADO -
A música ocupa espaço central na cultura nacional, com ritmos populares que misturam influências africanas e modernas. O coupé-décalé, surgido em Abidjan nos anos 2000, ganhou fama internacional e tornou-se símbolo da vida noturna do país. A culinária marfinense valoriza ingredientes locais como mandioca, banana-da-terra, arroz e peixe. Foto: Wikimedia Commons/Aman ADO -
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Entre os pratos mais conhecidos está o attiéké, preparado a partir da mandioca fermentada. Além disso, o país se destaca pelas paisagens naturais, que incluem praias tropicais, florestas densas e uma rica biodiversidade. O Parque Nacional de Taï, por exemplo, abriga uma das últimas grandes áreas de floresta tropical preservada da África Ocidental. Foto: Reprodução