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Turista viraliza após encontro doloroso com ‘cacto saltador’ no deserto da Califórnia
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A gravação viralizou rapidamente no TikTok e despertou curiosidade entre internautas, muitos deles intrigados com a ideia de que um cacto pudesse “pular”. A planta responsável pelo incidente pertence à espécie Cylindropuntia fulgida, conhecida popularmente como cholla saltadora. Apesar do apelido, o cacto não realiza movimentos próprios. O que acontece é que partes da planta se desprendem com enorme facilidade ao menor toque, à ação do vento ou ao contato com animais e pessoas. Foto: Wikimedia Commons/Bernard Gagnon -
Especialistas explicam que a estrutura da espécie funciona como uma estratégia natural de reprodução e dispersão. O cacto possui segmentos cilíndricos ligados por pontos frágeis, o que facilita a separação dessas partes. Quando um pedaço se solta, ele se prende facilmente a qualquer superfície graças aos espinhos farpados, semelhantes a pequenos anzóis. Foto: Tony Rebelo/iNaturalist -
Essa característica aumenta a aderência e dificulta bastante a remoção, o que ajuda a explicar a dor e o desespero vistos nas imagens compartilhadas pela turista. Essa adaptação ajuda na dispersão natural da espécie, pois os segmentos desprendidos podem se prender a animais e ser transportados para outros locais. Foto: Wikimedia Commons/Krzysztof Ziarnek, Kenraiz -
Em algumas regiões do deserto, pequenos mamíferos e aves utilizam a estrutura espinhosa da planta como proteção contra predadores. Originária do deserto de Sonora, região que abrange partes do México e do oeste dos Estados Unidos, a cholla saltadora desenvolveu grande resistência ao calor intenso, ao solo seco e à baixa umidade. Foto: Wikimedia Commons/Krzysztof Ziarnek, Kenraiz -
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A espécie prefere áreas de sol forte e pouca chuva, além de apresentar baixa necessidade de manutenção e resistência natural contra pragas. Embora consiga sobreviver em algumas regiões brasileiras, o clima úmido predominante no país dificulta sua expansão natural. Foto: Panoramio - panza-rayada -
Na época da floração, ela produz flores rosadas ou arroxeadas que contrastam fortemente com a paisagem seca ao redor. Depois disso, surgem frutos espinhosos que podem permanecer presos à planta por longos períodos, formando cadeias pendentes bastante características da espécie. Foto: Wikimedia Commons/Stan Shebs -
Por causa do risco de acidentes, especialistas recomendam cautela em locais com vegetação desértica. O ideal é manter distância dos cactos, evitar caminhar próximo à base das plantas e usar roupas resistentes, como calças grossas e botas fechadas. Tecidos finos oferecem pouca proteção contra os espinhos farpados, que podem perfurar facilmente a pele. Foto: Wikimedia Commons/Yercaud-elango -
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Caso ocorra contato com os espinhos, a orientação é não tentar removê-los com as mãos. O mais indicado é utilizar pinças ou alicates, puxando os espinhos devagar e em linha reta para evitar que se quebrem dentro da pele. Depois da retirada, a região deve ser higienizada com água, sabão e antisséptico. Foto: Flickr - RagnhildandNeil Crawford -
Embora reações alérgicas não sejam frequentes, inflamações e dores podem ocorrer, especialmente nos casos envolvendo a cholla saltadora, cujos espinhos costumam penetrar profundamente na pele. Dependendo da gravidade da perfuração, especialistas recomendam procurar atendimento médico para evitar complicações. Foto: Reprodução -
Além da fama nas redes sociais por causa dos acidentes envolvendo turistas, a Cylindropuntia fulgida possui características biológicas bastante curiosas. Em muitas áreas desérticas, ela forma verdadeiros “bosques” de cactos, capazes de dominar grandes extensões do terreno árido. Foto: Wikimedia Commons/Krzysztof Ziarnek, Kenraiz -
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Sua aparência chama atenção porque os espinhos refletem a luz do sol e criam um brilho intenso sobre a paisagem desértica. Esse efeito visual transforma a Cylindropuntia fulgida em uma das espécies mais fotografadas dos desertos do sudoeste dos Estados Unidos. Foto: Flickr - Katja Schulz