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Conciliador e ‘garantista’, Kassio Nunes Marques assume presidência do TSE
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A nova composição marca a primeira vez em que dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, antecessor de Lula, passam a comandar o TSE. Nunes Marques e Mendonça estarão à frente da Justiça Eleitoral durante as eleições presidenciais de 2026, cujo primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro e tem como principais pré-candidatos justamente Lula e Flávio, o filho mais velho de Bolsonaro. Foto: Divulgação -
À frente do tribunal, Kassio Nunes Marques terá papel decisivo na organização e condução do processo eleitoral brasileiro. Entre as atribuições do cargo estão a supervisão do registro de candidaturas, o acompanhamento da logística das urnas eletrônicas em todo o país, a coordenação de medidas de enfrentamento à desinformação e a presidência dos julgamentos relacionados às eleições. Foto: - Reprodução do Instagram @treamazonas -
Após ser empossado na presidência do TSE, Kassio Nunes foi homenageado com uma festa animada por nomes famosos da música brasileira, como os sambistas Jorge Aragão, Dudu Nobre, Sombrinha e Ivo Meirelles. Vídeos nas redes sociais mostrando o magistrado entoando no palco a música “Vou Festejar”, um clássico de Aragão que foi imortalizado na voz de Beth Carvalho (1946 - 2019). Foto: Reprodução de Rede Social -
Kassio Nunes Marques nasceu em Teresina, no dia 16 de maio de 1972. Filho de professores da rede pública, ele cresceu na periferia da capital do Piauí e é o primeiro de sua família a se formar em um curso de ensino superior. Foto: Divulgação -
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Graduado em direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) em 1994, Kassio Nunes Marques aprofundou os estudos em Processo e Direito Tributário na Universidade Federal do Ceará. Posteriormente, concluiu mestrado na Universidade Autônoma de Lisboa, em Portugal, onde também segue realizando doutorado. Foto: Reprodução do Flickr Michel Temer -
Antes de ingressar na magistratura, atuou por 17 anos na advocacia, trabalhando principalmente nas áreas cível, trabalhista e tributária. Durante esse período, participou ativamente da Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí, ocupando diferentes funções. Entre elas, exerceu o cargo de suplente no Conselho Federal da entidade e integrou a Comissão Nacional de Direito Eleitoral e Reforma Política. Foto: Reprodução do Instagram @nunesmarqueskassio -
Entre 2008 e 2011, Kassio Nunes foi juiz do Tribunal Regional do Piauí. Em 2011, foi nomeado pela então presidente Dilma Rousseff como desembargador federal, onde permaneceu até 2018. Foto: Reprodução do Instagram @treamazonas -
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Em 2020, Jair Bolsonaro, que ocupava a presidência da República, indicou Kassio Nunes Marques para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria do ministro Celso de Mello, então decano da Corte. Foto: Reprodução do Youtube -
A escolha chamou atenção por ocorrer em um momento de tensão entre o governo federal e o STF. Durante a sabatina no Senado, o magistrado recebeu apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas e acabou aprovado com ampla maioria, com 57 fotos favoráveis e apenas dez contrários. Foto: Divulgação -
Desde que tomou posse no STF, Kassio participou de julgamentos de grande impacto nacional envolvendo temas políticos, eleitorais, econômicos e constitucionais. Ele deu votos divergentes em casos rumorosos, como no julgamento de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, por exemplo. Foto: Divulgação -
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Já no TSE, em 2023 deu voto contrário à inelegibilidade de Jair Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação em ataques ao sistema eleitoral brasileiro diante de embaixadores. No entanto, sua posição foi derrotada por 5 a 2 e o ex-presidente perdeu os direitos políticos. Foto: Reprodução do Instagram @treamazonas -
Com perfil moderado e conciliador, ele tem trânsito com correntes diversas e é visto no ambiente jurídico como um ministro “garantista”. Ou seja, que costuma valorizar ao máximo o amplo direito de defesa durante os julgamentos. “O garantismo deve ser exaltado, porque todos os brasileiro merecem o direito de defesa todos os brasileiros para chegar a uma condenação devem passar por um devido processo legal. E isso é o perfil do garantismo”, declarou, durante sua sabatina na Comissão de Constituiçã Foto: Valter Campanato/Agência Brasil