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Histórias sobre navios fantasmas alimentam lendas intrigantes
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O Mary Celeste passou a ser considerado um navio fantasma, envolto em todo tipo de especulação sobre o motivo do abandono e o destino da tripulação. Falava-se em sismo submarino, trombas d'água, monstros marítimos e atividade paranormal para justificar o sumiço das pessoas que viajaram no navio. Foto: wikimedia commons -
Um mistério perfeito para a mente criativa do escritor britânico Arthur Conan Doyle. Ele ainda não era famoso quando escreveu o conto “A Declaração de Habakuk Jephson”, na forma de testemunho sobre uma sobrevivente fictícia do navio. A história foi publicada em 1884 na revista Cornhill Magazine. Foto: Reprodução -
Um caso muito intrigante é do Deering, encontrado encalhado e vazio em fevereiro/1921 em Outer Banks (EUA). O navio estava em perfeito estado, com velas içadas e 3 gatos a bordo. Os dez ocupantes, que tinham saído de Norfolk em agosto/1920, haviam sumido. Até hoje não se sabe o que houve. Foto: National Park Service Reprodução -
Uma das lendas mais populares é a do "Holandês Voador". No século XVII, Hendrick van der Decken navegava das Índias para Amsterdã com valiosa carga de especiarias e sedas. Perto do Cabo da Boa Esperança, a tripulação pediu que ele voltasse para evitar uma tormenta. Mas o capitão avançou e o navio afundou. Foto: Reprodução -
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Na mesma época, o capitão Bernard Fokke, marinheiro da Companhia Holandesa das Índias Orientais, chamou atenção pela incrível velocidade de suas viagens marítimas - três meses entre Amsterdã e Indonésia. Muitos acreditavam que Fokke usava métodos sobrenaturais para ter tamanha habilidade. Foto: reprodução -
Esses dois casos tornaram-se lendas de espíritos dos mares, impulsionadas no século XIX pela ópera "Holandês Voador" (1843), de Richard Wagner. Marinheiros juravam "ver" navios fantasmas, que se aproximavam e, de repente, desapareciam sem deixar vestígios. Foto: DizFeed -
O lugar é tão associado a tragédias que, na linguagem popular, "Dobrar o Cabo da Boa Esperança" significa morrer. Localizado na costa da África do Sul, já foi chamado de Cabo das Tormentas. Foto: wikimedia commons -
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Hoje já se sabe que as "aparições" eram, na verdade, o fenômeno "fata morgana". O nome, inspirado numa sacerdotisa de Avalon, irmã do Rei Arthur, apontada como feiticeira, é explicado pela ilusão ótica devido à diferença de temperatura entre água e ar. Navios parecem mais próximos e elevados do que estão. Foto: wikimedia commons -
É um fenômeno semelhante ao que ocorre em trechos de deserto que parecem ter água. E também é observado no asfalto quente no verão. As linhas de calor que irradiam para cima indicam a grande diferença de temperatura entre o pavimento e o ar mais frio e resultam em distorção visual da área ao redor. Foto: TheFealdoProject Pixabay -
Ainda hoje em dia, mistérios envolvem navios. Em fevereiro/2020, um navio "fantasma" apareceu em Cork, Irlanda, levado pela tempestade Dennis, que atingiu a Europa. O barco ficou em meio às rochas numa vila de pescadores. Ele havia sido visto em 2018, nas Bermudas, e percorreu milhares de quilômetros no Atlântico. Foto: -
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Em 2015, um navio foi encontrado em Honshu, no Japão, com quatro corpos a bordo. Neste caso, era mais uma embarcação dentre várias que apareceram na costa nipônica, com tripulação norte-coreana. Segundo a guarda costeira, seriam desertores do regime de Kim Jong-Un ou seguidores do ditador, inexperientes em navegação. Foto: Aomori Coast Guard Divulgação -
Mitos ou casos reais de navios abandonados ainda hoje mexem com o imaginário popular e causam assombro por percorrerem, à deriva, a imensidão dos oceanos pelo planeta, sujeitos a todo tipo de tormenta, sem um capitão no leme. Foto: dexmac pixabay