Animais
Encontro com ‘gigante’: maior espécie de raia do mundo aparece no litoral paulista
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O encontro ocorreu no dia 20 de abril de 2026 durante uma expedição científica no Parcel Dom Pedro, área marinha localizada em Itanhaém. A equipe decidiu investigar o ponto após receber relatos de pescadores sobre a presença do animal na região. Além das buscas subaquáticas, os pesquisadores também utilizaram drones para ampliar o campo de observação. A raia identificada é uma fêmea e estava sem a cauda. Segundo o projeto, esse tipo de lesão costuma estar associado à interação humana, sendo fre Foto: Divulgação/Projeto Mantas do Brasil -
As raias, muitas vezes chamadas de arraias, são peixes cartilaginosos pertencentes à subclasse dos elasmobrânquios, o mesmo grupo dos tubarões, e chamam atenção pelo corpo achatado e pelas nadadeiras peitorais largas, que formam uma espécie de “disco” adaptado à vida no fundo do mar. Foto: idefix por Pixabay -
Distribuídas por todos os oceanos e também em ambientes de água doce, elas apresentam grande diversidade de formas, tamanhos e comportamentos, ocupando desde regiões costeiras rasas até áreas profundas. Foto: Reprodução Instagram @teamecco -
Do ponto de vista biológico, as raias não possuem ossos verdadeiros. O seu esqueleto é formado por cartilagem, o que lhes confere flexibilidade e leveza. Muitas espécies têm a boca e as brânquias posicionadas na parte inferior do corpo, uma adaptação que facilita a alimentação no fundo, onde se nutrem de pequenos peixes, moluscos e crustáceos. Foto: Imagem de Mary Gasaway por Pixabay -
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Outro aspecto marcante é o sistema sensorial altamente desenvolvido. Assim como os tubarões, as raias possuem órgãos especializados capazes de detectar campos elétricos gerados por outros animais, o que facilita a localização de presas mesmo quando estão escondidas sob a areia. Foto: Arraia grávida - Imagem de Taken por Pixabay -
Além disso, muitas espécies contam com ferrões venenosos na cauda, usados principalmente como mecanismo de defesa contra predadores, e não para ataque. Em geral, elas não são consideradas perigosas para os seres humanos: são animais dóceis, que evitam contato e usam seu ferrão apenas como mecanismo de defesa quando se sentem ameaçadas, normalmente em situações como um pisão acidental. Foto: Arraia grávida - Imagem de Anthony por Pixabay -
Ainda assim, acidentes podem ocorrer e, embora raros, com gravidade. O caso mais famoso é o do apresentador australiano Steve Irwin, conhecido como Caçador de Crocodilos, que morreu em 2006 após ser atingido no peito pelo ferrão de uma raia durante uma gravação submarina. Foto: Reprodução -
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Em 4 de setembro daquele ano, ele decidiu gravar uma cena nadando ao lado de uma arraia confiando que ela fugiria, um comportamento padrão da espécie. No entanto, a resposta da arraia ao se sentir ameaçada foi aplicar um letal golpe de ferrão no explorador. Foto: Steve Irwin - Arraia grávida - Reprodução Youtube -
O comportamento das raias varia bastante entre as espécies. Algumas são solitárias e discretas, permanecendo grande parte do tempo enterradas no fundo marinho. Outras, como as mantas, podem formar coletividades e demonstrar curiosidade em relação a mergulhadores. Foto: Imagem de bphelan por Pixabay -
No ciclo reprodutivo, muitas raias apresentam fecundação interna e estratégias variadas de desenvolvimento dos filhotes. Há espécies ovíparas, que depositam ovos protegidos por cápsulas resistentes, e outras ovovivíparas, nas quais os embriões se desenvolvem dentro do corpo da fêmea até o nascimento. Esse ritmo reprodutivo, muitas vezes lento, torna várias espécies mais vulneráveis a impactos ambientais. Foto: Arraia grávida - Imagem de Stefan Parnet por Pixabay -
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Entre as principais ameaças enfrentadas pelas raias estão a pesca excessiva, a degradação dos habitats costeiros e a poluição dos oceanos. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, diversas espécies estão classificadas em diferentes níveis de risco de extinção. A proteção desses animais passa por medidas como criação de áreas marinhas protegidas, regulamentação da pesca e incentivo à pesquisa científica. Foto: Francisco Davids por Pexels