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Um tribunal, centenas de réus: o caso incomum que marca a ofensiva contra gangues em El Salvador
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Esses julgamentos em massa foram autorizados por mudanças na legislação que permitem agrupar acusados em um único processo, algo incomum em muitos sistemas judiciais. Foto: reprodução de vídeo TV Globo -
A forma como os processos ocorrem também chama atenção: muitos presos acompanham as audiências por vídeo dentro das prisões, com acesso limitado a advogados Foto: reprodução de vídeo TV Globo -
Tudo isso faz parte da política de segurança adotada pelo presidente Nayib Bukele, que transformou profundamente o cenário de violência em El Salvador. Foto: Andre X wikimedia commons -
A partir de 2022, o governo iniciou uma ofensiva ampla contra gangues, especialmente a MS-13, após um pico de assassinatos que chocou o país. Foto: reprodução de vídeo TV Globo -
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Esse movimento ficou conhecido como “guerra contra as gangues” e foi viabilizado por um regime de exceção aprovado pelo Congresso. A medida suspendeu direitos constitucionais e permitiu prisões em massa de suspeitos, mesmo sem mandados judiciais. Foto: Imagem gerada por i.a -
Desde então, mais de 91 mil pessoas foram detidas sob suspeita de ligação com organizações criminosas. Esse número elevou o país a um dos maiores índices de encarceramento do mundo. Foto: reprodução de vídeo TV Globo -
A estratégia incluiu também a construção de grandes presídios de segurança máxima, como o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), que virou símbolo da política de linha dura do governo. Foto: La Prensa Grafica wikimedia commons -
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A política de Bukele é vista por apoiadores como responsável por uma queda expressiva nos índices de violência. O país, que já esteve entre os mais perigosos do mundo, registrou forte redução nas taxas de homicídio. Foto: João José da Silva Pereira wikimedia commons -
Por outro lado, organizações de direitos humanos criticam duramente as medidas. Elas apontam detenções arbitrárias, restrições ao direito de defesa e risco de condenações injustas. Foto: Joshua Woroniecki por Pixabay -
Juristas das Nações Unidas criticam os julgamentos coletivos porque, segundo eles, minam o direito de defesa dos réus e a presunção de inocência dos acusados. Foto: Reprodução -
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Mesmo diante das críticas internacionais, Bukele mantém alta popularidade interna. Para muitos salvadorenhos, a sensação de segurança obtida com a “limpeza” das gangues justifica as medidas adotadas pelo governo e reflete até um orgulho da nação. Foto: Domínio público