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Entre memória e política: a história da estátua de Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro
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A localização da estátua tem associação direta com o período colonial. Isso porque o edifício atual foi construído no terreno onde funcionava a antiga Cadeia Velha, estrutura que teve papel central durante a administração portuguesa no Brasil e que chegou a abrigar presos políticos, entre eles o próprio Tiradentes, que ficou detido no local alguns dias antes de sua execução, em 21 de abril de 1792. Foto: Reprodução do instagram @brasilis_regnum e brazil_imperial -
O atual prédio do Palácio Tiradentes foi inaugurado em maio de 1926 para sediar a Câmara dos Deputados, quando o Rio de Janeiro era capital federal, ainda durante a chamada Primeira República. Com arquitetura imponente, em estilo eclético, o edifício representava o poder legislativo do Brasil em um momento de afirmação institucional do país. Décadas depois, com a transferência da capital para Brasília, em 1960, o palácio passou a abrigar a Assembleia Legislativa do então Estado da Guanabara e, d Foto: Reprodução do Fundo Correio da Manhã/Arquivo Nacional -
Em julho de 2021, as atividades legislativas foram transferidas para o Edifício Lúcio Costa e o Palácio Tiradentes, que foi tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em 1993, passou a funcionar como centro cultural, com visitas guiadas e eventos. Foto: Nikolof/Wikimédia Commons -
A estátua de Tiradentes, por sua vez, integra um conjunto que reforça a imagem do personagem, que é homenageado anualmente em 21 de abril, data de sua morte, que é feriado nacional. Representado de forma solene e altiva, ele aparece como um símbolo de resistência contra o domínio colonial português. Foto: Divulgação ALERJ -
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Com 4,5 metros de altura, a estátua de bronze foi esculpída por Francisco de Andrade (1893 - 1952), autor dos bustos de José Bonifácio e Benjamin Constant na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, e sua inauguração ocorreu em 1926. Foto: Reprodução do Fundo Correio da Manhã/Arquivo Nacional. -
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746–1792), foi um militar (ocupou o cargo de alferes no Regimento Regular de Cavalaria de Minas Gerais), dentista e um dos líderes da Inconfidência Mineira, conspiração separatista conduzida pela elite socioeconômica de Minas Gerais. Logo após a Proclamação da República, em 1889, ele foi elevado a herói nacional e mártir pelo novo regime, que buscava novos símbolos. Foto: Reprodução do Youtube Canal TV ALERJ