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Saquê: a tradição milenar por trás da bebida japonesa que atravessou fronteiras
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A origem do saquê remonta a mais de dois mil anos, ligada diretamente à expansão do cultivo de arroz no Japão. Os primeiros registros documentados da bebida aparecem por volta do século 8, quando Nara era a capital do país e já existia um órgão oficial responsável por sua produção, muitas vezes voltada a rituais religiosos do xintoísmo. Foto: Reprodução do Youtube Canal Japão TV -
Ao longo do tempo, o saquê deixou de ser apenas uma oferenda espiritual para se tornar uma bebida popular, presente em celebrações e no cotidiano japonês. Curiosamente, as formas mais antigas de produção eram bastante rudimentares e até surpreendentes. Em um estágio inicial, era feito com arroz mastigado, em que as enzimas da saliva ajudavam a quebrar o amido em açúcares fermentáveis. Foto: Reprodução do Youtube Canal Direto do Japão -
Com o avanço das técnicas, esse método foi substituído pelo uso do k?ji, um fungo essencial que permite a conversão do amido do arroz em açúcar de forma controlada, tornando o processo mais eficiente e seguro. Foto: Reprodução do Youtube Canal Japão TV -
A produção moderna do saquê segue etapas bem definidas. Primeiro, o arroz é polido para remover impurezas. Em seguida, ele é cozido no vapor e recebe o k?ji, iniciando a fermentação. Foto: Reprodução do Youtube Canal JETRO São Paulo -
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Depois, forma-se uma mistura chamada moromi, que fermenta por cerca de um mês até se transformar na bebida final, que é filtrada e pasteurizada antes de ser engarrafada. Esse cuidado técnico ajuda a explicar a diversidade de estilos e sabores encontrados hoje, que vão do mais seco ao adocicado, com aromas que podem lembrar frutas, flores e até notas lácteas. Foto: Reprodução do Youtube Canal JETRO São Paulo -
Outra característica marcante do saquê é sua versatilidade no consumo. Diferentemente de muitas bebidas alcoólicas, ele pode ser apreciado em diferentes temperaturas (gelado, em temperatura ambiente ou aquecido), sendo que cada faixa térmica ressalta aspectos distintos de aroma e sabor. Em dias frios, por exemplo, é comum bebê-lo quente, enquanto versões mais aromáticas são preferidas frias. Foto: - Reprodução do Youtube Canal Direto do Japão -
Do ponto de vista cultural, o saquê vai muito além do paladar. Ele ocupa papel central em cerimônias religiosas, casamentos e festividades tradicionais. Em rituais xintoístas, por exemplo, a bebida é oferecida aos deuses como símbolo de purificação e prosperidade. Foto: - Reprodução do Youtube Canal Direto do Japão -
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Entre as curiosidades, destaca-se também o fato de que a palavra “saquê”, no Japão, pode se referir a qualquer bebida alcoólica. Assim, o termo mais correto para essa bebida específica é nihonshu. Foto: Reprodução do Youtube Canal Japão TV -
Além disso, embora seja frequentemente servido em pequenos copos tradicionais, hoje também é degustado em taças semelhantes às de vinho, o que ajuda a valorizar seus aromas complexos. Foto: Reprodução do Youtube Canal JETRO São Paulo -
Atualmente, o saquê ultrapassou as fronteiras japonesas e ganhou espaço em diversos países, inclusive no Brasil, onde existe uma das mais antigas fábricas fora do Japão, fundada ainda na década de 1930. Foto: Divulgação -
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Essa expansão reflete o crescente interesse global por sua diversidade e sofisticação, consolidando o saquê não apenas como uma bebida tradicional, mas como um produto cultural que atravessa séculos e fronteiras. Foto: Reprodução do Youtube Canal Direto do Japão