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Pesquisadores descobrem que escribas do Egito Antigo já usavam ‘corretivo’ em papiros há mais de 3 mil anos
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A investigação, detalhada em março, revelou que esses profissionais utilizavam uma mistura mineral para sobrepor falhas em papiros, permitindo que o material fosse reaproveitado em vez de inutilizado. Foto: Imagem gerada por IA -
A técnica consistia na aplicação de uma tinta branca, formulada com calcita e huntita, que servia de base para novas inscrições ou ajustes em desenhos, funcionando de forma muito parecida com o corretivo que é utilizado hoje. Foto: Reproduc?a?o/Facebook/Museu Fitzwilliam, Universidade de Cambridge -
Esse procedimento foi observado em um exemplar do "Livro dos Mortos", onde um escriba modificou deliberadamente a silhueta de uma figura religiosa para deixá-la mais "perfeita". Foto: Reproduc?a?o/Facebook/Museu Fitzwilliam, Universidade de Cambridge -
Tal descoberta é significativa pois humaniza os antigos profissionais da escrita, demonstrando que, apesar do rigor histórico da época, o erro e a revisão eram partes naturais e aceitas do processo criativo e documental. Foto: Domínio Público/Wikimédia Commons -
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Além da eficiência econômica, já que o papiro era um recurso valioso, o achado evidencia o profundo conhecimento químico que os egípcios detinham sobre os pigmentos naturais disponíveis em sua região. Foto: Sergiu V?lena?/Unsplash -
Segundo os especialistas, ao integrar o pigmento branco à superfície das obras, eles garantiam uma estética final impecável mesmo após alterações estruturais no texto ou na arte. Foto: Imagem gerada por IA -
A descoberta reforça a ideia de que hábitos aparentemente modernos, como corrigir e reescrever textos, já estavam presentes há milênios, revelando o alto nível de organização e conhecimento da cultura egípcia antiga. Foto: Freepik/wirestock -
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No Antigo Egito, o domínio da escrita estava profundamente ligado à organização política, religiosa e cultural da sociedade. Por conta disso, os escribas figuras altamente respeitadas. Foto: Imagem gerada por IA -
O papiro era produzido a partir de uma planta abundante às margens do Rio Nilo e se tornou o principal suporte para registrar leis, contratos, textos sagrados e relatos administrativos. Foto: Imagem gerada por IA -
Escrever naquela época não era apenas um ofício administrativo, mas um ato sagrado, visto que a palavra "hieróglifo" era o equivalente grego do termo egípcio "palavras dos deuses". Foto: Domínio Público/Wikimédia Commons -
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A figura do escriba ocupava um estrato social privilegiado, sendo o elo entre a vontade do faraó e a execução prática das leis e rituais. Dominar essa técnica exigia anos de estudo rigoroso e um conhecimento profundo sobre a manipulação de tintas e pincéis. Foto: 2H Media/Unsplash